Por que a Força Aérea quase explodiu a Lua com uma bomba H

Por que a Força Aérea quase explodiu a Lua com uma bomba H



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Detonando uma arma termonuclear na lua? Parece o esquema bizarro de um vilão de quadrinhos enlouquecido - não um projeto iniciado dentro do governo dos Estados Unidos.

Mas em 1958, enquanto a corrida espacial da Guerra Fria estava esquentando, a Força Aérea dos Estados Unidos lançou exatamente esse tipo de empreendimento. Chamado de Projeto A119, ele aproveitou os talentos de alguns dos principais cientistas da América.

Como isso pôde acontecer?

Culpe o Sputnik, o satélite do tamanho de uma bola de praia lançado ao espaço pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, que sacudiu autoridades americanas e cidadãos em um estado de alerta máximo. Enquanto as duas superpotências da Guerra Fria lutavam pelo domínio mundial do pós-guerra - enquadrado por muitos como uma luta titânica entre a liberdade e a tirania - a perspectiva de o arquiinimigo da América obter qualquer vantagem militar-industrial parecia realmente assustadora.

Portanto, os Estados Unidos precisavam recuperar a narrativa e provar ao mundo que não havia perdido a corrida espacial antes mesmo de começar. Os americanos precisavam de um sinal tranquilizador de que os comunistas não tinham uma vantagem permanente - e que o Sputnik não seria logo seguido por mísseis nucleares soviéticos chovendo em solo americano.

A América precisava mostrar ao mundo que estava claramente na corrida. E precisava de algo grande - como detonar a lua. Não importava que o projeto não tivesse nenhum propósito prático, nenhuma meta de segurança nacional perceptível e seu único objetivo era mostrar ao mundo que os EUA poderiam fazer algo ambiciosamente espetacular.

O que poderia dar errado?

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Para explodir a lua, o governo precisava da adesão de cientistas renomados.

Nos anos imediatamente posteriores à Segunda Guerra Mundial, o Dr. Leonard Reiffel gostou muito de seu trabalho estimulante e gratificante, trabalhando ao lado da lenda da física Enrico Fermi no Instituto de Estudos Nucleares da Universidade de Chicago. Mas em 1949, ele teve a chance de gerenciar todas as pesquisas de ponta em física em outra instituição com sede em Chicago, a Armor Research Foundation (ARF - agora conhecida como Illinois Institute of Technology). Daquele ano até 1962, Reiffel e sua equipe levaram a física ao seu limite, trabalhando em projetos que estudavam os efeitos ambientais globais das explosões nucleares.

Algum tempo antes de maio de 1958, a Força Aérea dos EUA pediu à equipe do ARF que investigasse algo realmente fora do comum: a visibilidade e os efeitos de uma hipotética explosão nuclear na lua. A Força Aérea queria surpreender os soviéticos e o mundo: Ei, veja o que podemos fazer. Podemos explodir a lua fora.

Reiffel sabia que não tinha o conhecimento necessário internamente para fazer esse tipo de estudo. Para complementar seus pesquisadores ARF, ele trouxe Gerard Kuiper, o especialista em física planetária cujo nome veio a definir o cinturão de Kuiper, uma região em forma de disco além de Netuno que contém centenas de milhares de corpos gelados e um trilhão ou mais de cometas. Para completar o grupo, Kuiper sugeriu que Reiffel trouxesse um jovem estudante graduado da Universidade de Chicago: Carl Sagan.

Sim, aquele Carl Sagan, que ganhou fama décadas mais tarde como um afável cara da ciência da TV, que gostava muito da frase "bilhões e bilhões", que ele pronunciava com regularidade em seu programa de ciência popular "Cosmos". O trabalho de Sagan neste projeto era fazer matemática. Muita matemática. Era importante que alguém como Sagan pudesse modelar com precisão a expansão da nuvem de poeira que seria causada por uma explosão nuclear na lua. Precisávamos saber como a lua reagiria para que pudéssemos saber se a explosão poderia ser vista da Terra. Afinal, dar um grande show era o objetivo do programa.

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O que traz à tona duas questões importantes: Primeira: por que cientistas que se prezam concordariam com um projeto para detonar uma arma nuclear na lua? E segundo: essa coisa funcionaria em primeiro lugar? Como seria uma explosão nuclear na lua?

Para responder à primeira pergunta, precisamos nos colocar no lugar dos cientistas americanos do final dos anos 1950 e início dos 1960. Esta foi uma época em que a ciência americana estava, para melhor ou para pior, inextricavelmente ligada à política americana da Guerra Fria. Embora a era da caça às bruxas comunista de Joseph McCarthy tivesse terminado, os cientistas ainda se lembravam vividamente quando o desenvolvedor da bomba atômica Robert Oppenheimer foi publicamente açoitado por renunciar a seu trabalho pioneiro e por assumir uma posição considerada antitética à segurança nacional dos EUA - opondo-se à criação do hidrogênio (termonuclear) bomba, a sucessora exponencialmente mais poderosa e destrutiva da bomba atômica.

Mas não foi apenas o medo que inspirou físicos, químicos, biólogos, astrofísicos e outros a ingressar em laboratórios universitários, indústrias privadas ou instituições governamentais que trabalham com pesquisa aeroespacial e de defesa. Muitos desses cientistas eram patriotas. Alguns eram refugiados da segunda guerra mundial que viram a tirania em primeira mão - e por pouco não escaparam dela. Eles também acreditavam no que estavam fazendo. A Guerra Fria foi uma luta até a morte - ou pelo menos pelo futuro do mundo livre. Esses homens e mulheres tinham um conjunto de habilidades essenciais para a segurança nacional e potencialmente global.

Ainda assim, parece que bombardear a lua apenas para ganhar as relações públicas estenderia os limites do que mesmo os cientistas mais patrióticos aceitariam de bom grado.

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Alguns justificaram isso como um avanço científico.

Sejam essas considerações sérias ou apenas maneiras de justificar suas ações, muitos envolvidos no Projeto A119 citaram o potencial para uma descoberta científica real e importante que poderia resultar da detonação de uma arma nuclear na superfície da lua. Eram tempos empolgantes, com potencial para explorar novas fronteiras da ciência. Carl Sagan, o homem que dedicaria sua vida à busca de evidências de vida em outros mundos, achou que essa poderia ser uma ótima maneira de tentar identificar a presença de micróbios ou moléculas orgânicas na lua. (Isso é quando ainda pensávamos que poderia haver algo lá além de poeira.)

Outros imaginaram experimentos centrados na química lunar, ou na condutividade térmica da superfície lunar. A equipe de Reiffel também se perguntou se a explosão nuclear produziria atividade sísmica suficiente para avaliar a composição da estrutura subterrânea imediata da lua. De acordo com Reiffel, “um tema central, que percorre muitas das situações experimentais projetadas, prevê a colocação de um máximo de três pacotes de instrumentos idênticos em locais arbitrários na face visível da lua antes de qualquer possível detonação nuclear. Esses pacotes de instrumentos seriam equipados para fazer uma variedade de medições. ”

Isso funcionaria? Nem todos os detalhes técnicos específicos da tecnologia dos primeiros mísseis balísticos americanos são claros (algumas coisas ainda são classificadas), mas durante uma entrevista que Reiffel deu mais tarde na vida, ele insistiu que tínhamos a capacidade de atingir um alvo na lua com uma precisão de dentro duas milhas. Isso é muito bom, dado que a lua tem um diâmetro de 2.159 milhas.

Portanto, isso nos deixa com a questão premente: Quão insanamente legal seria a nuvem em forma de cogumelo na lua? Idealmente, a bomba seria detonada na borda (conhecida como terminator) do lado escuro da Lua, de modo que a luz do sol representasse a silhueta da nuvem em forma de cogumelo por trás. Seria totalmente incrível.

O problema era que isso não aconteceria.

A ótica não seria tão dramática quanto eles esperavam inicialmente.

As nuvens de cogumelo de uma explosão nuclear são causadas pelo movimento de poeira e detritos lançados em uma atmosfera densa. A lua, entretanto, é essencialmente um vácuo. Tem algum gases pairando em sua superfície, mas realmente não tem uma atmosfera como a da Terra. Sem o peso de uma atmosfera densa, não haveria resistência à expansão da poeira e detritos produzidos pelo nuclear. Eles simplesmente continuariam indo e indo, em vez de se enrolarem de volta à superfície. Sem grande pluma, sem som ou onda de choque, sem pressão da pressão do ar - e sem nuvem de cogumelo. Só muita poeira.

Isso não significa que não seria um show e tanto. As pessoas na Terra veriam um flash visível da detonação. E talvez o sol brilhasse através da poeira e dos destroços de forma a dar ao mundo uma bela vista. Mas realmente não seria o mesmo.

O programa acabou sendo descartado - mas o motivo final ainda não está claro. Tudo o que temos são especulações de fontes múltiplas (conhecidas). Alguns dizem que a Força Aérea cancelou o programa por causa do perigo potencial para as pessoas na Terra (no caso de a missão falhar catastroficamente da maneira que muitas das primeiras tentativas de voos espaciais dos EUA, infelizmente - e às vezes com humor - falharam). Outros dizem que os cientistas estavam preocupados em contaminar a lua com material radioativo, impedindo qualquer missão futura de pousar um homem na superfície (ou mesmo a colonização lunar). Ou pode ser que a missão tenha sido descartada por uma preocupação de que os planos P.R. mais bem elaborados da Força Aérea seriam frustrados quando o público visse isso como uma degradação abominável da beleza da lua, em vez de uma demonstração das proezas científicas americanas.

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Ou talvez tenhamos percebido que pousar um homem na lua era possível - e mais impressionante?

Dito isso, é difícil estar totalmente convencido de que a Força Aérea dos Estados Unidos, no auge da Guerra Fria, na esteira do lançamento chocante do Sputnik e o medo deixado em seu rastro, sucatou o A119 porque ele pode bagunçar a lua um pouco.

Vince Houghton, historiador e curador do International National Spy Museum, é autor de Nuking the Moon: e outros esquemas de inteligência e tramas militares deixadas na prancheta (Penguin Random House). Siga-o no Twitter em @intelhistorian.

Assista ao episódio completo de Moon Landing: The Lost Tapes.


10 coisas que deram muito errado na praia de Omaha

É amplamente conhecido e aceito que os desembarques em Omaha Beach no Dia D foram algo parecido com um desastre, tudo que poderia dar errado deu errado e o sucesso estava na balança. A certa altura, o general Bradley, encarregado do pouso em Omaha Beach, pensou em evacuar os sobreviventes e abandonar a tentativa. Porém, com coragem, perseverança e determinação os soldados na praia conseguiram escapar e terminaram o dia com uma pequena cabeça de ponte em solo francês.

Algumas coisas que deram errado poderiam ter sido evitadas, mas outras foram apenas & # 8220da sorte & # 8221. Olhando para trás, para 10 das coisas que deram muito errado naquele dia, é ainda mais surpreendente que os soldados tenham conseguido sair da praia.

Não tome este artigo como uma crítica aos soldados que sobreviveram ao massacre na praia, mas deixe que aprofunde seu respeito por eles sabendo de todas as coisas que eles tiveram que enfrentar.


Bomba termonuclear

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bomba termonuclear, também chamado Bomba de hidrogênio, ou Bomba H, arma cujo enorme poder explosivo resulta de uma reação em cadeia autossustentável descontrolada na qual os isótopos de hidrogênio se combinam sob temperaturas extremamente altas para formar o hélio em um processo conhecido como fusão nuclear. As altas temperaturas necessárias para a reação são produzidas pela detonação de uma bomba atômica.

Uma bomba termonuclear difere fundamentalmente de uma bomba atômica porque utiliza a energia liberada quando dois núcleos atômicos leves se combinam, ou se fundem, para formar um núcleo mais pesado. Uma bomba atômica, por outro lado, usa a energia liberada quando um núcleo atômico pesado se divide, ou fissão, em dois núcleos mais leves. Em circunstâncias normais, os núcleos atômicos carregam cargas elétricas positivas que agem para repelir fortemente outros núcleos e impedi-los de se aproximarem. Somente sob temperaturas de milhões de graus os núcleos carregados positivamente podem ganhar energia cinética suficiente, ou velocidade, para superar sua repulsão elétrica mútua e se aproximarem o suficiente um do outro para combinar sob a atração da força nuclear de curto alcance. Os núcleos muito leves dos átomos de hidrogênio são candidatos ideais para esse processo de fusão porque carregam cargas positivas fracas e, portanto, têm menos resistência para superar.

Os núcleos de hidrogênio que se combinam para formar núcleos de hélio mais pesados ​​devem perder uma pequena porção de sua massa (cerca de 0,63%) para "se encaixar" em um único átomo maior. Eles perdem essa massa ao convertê-la completamente em energia, de acordo com a famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc 2 De acordo com essa fórmula, a quantidade de energia criada é igual à quantidade de massa que é convertida multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz. A energia assim produzida forma o poder explosivo de uma bomba de hidrogênio.

Deutério e trítio, que são isótopos de hidrogênio, fornecem núcleos de interação ideais para o processo de fusão. Dois átomos de deutério, cada um com um próton e um nêutron, ou trítio, com um próton e dois nêutrons, combinam-se durante o processo de fusão para formar um núcleo de hélio mais pesado, que tem dois prótons e um ou dois nêutrons. Nas bombas termonucleares atuais, o deutereto de lítio-6 é usado como combustível de fusão e é transformado em trítio no início do processo de fusão.

Em uma bomba termonuclear, o processo explosivo começa com a detonação do que é chamado de estágio primário. Isso consiste em uma quantidade relativamente pequena de explosivos convencionais, cuja detonação reúne urânio fissionável suficiente para criar uma reação em cadeia de fissão, que por sua vez produz outra explosão e uma temperatura de vários milhões de graus. A força e o calor dessa explosão são refletidos de volta por um recipiente de urânio ao redor e são canalizados em direção ao estágio secundário, contendo o deutereto de lítio-6. O tremendo calor inicia a fusão, e a explosão resultante do estágio secundário explode o recipiente de urânio. Os nêutrons liberados pela reação de fusão causam a fissão do recipiente de urânio, o que geralmente é responsável pela maior parte da energia liberada pela explosão e que também produz precipitação (a deposição de materiais radioativos da atmosfera) no processo. (Uma bomba de nêutrons é um dispositivo termonuclear no qual o contêiner de urânio está ausente, produzindo muito menos explosão, mas uma “radiação intensificada” letal de nêutrons.) Toda a série de explosões em uma bomba termonuclear leva uma fração de segundo para ocorrer.

Uma explosão termonuclear produz explosão, luz, calor e quantidades variáveis ​​de precipitação radioativa. A força de choque da própria explosão assume a forma de uma onda de choque que irradia do ponto da explosão em velocidades supersônicas e que pode destruir completamente qualquer edifício em um raio de vários quilômetros. A intensa luz branca da explosão pode causar cegueira permanente nas pessoas que a observam de uma distância de dezenas de quilômetros. A intensa luz e o calor da explosão colocaram madeira e outros materiais combustíveis em chamas a uma distância de muitos quilômetros, criando enormes incêndios que podem se transformar em uma tempestade de fogo. A precipitação radioativa contamina o ar, a água e o solo e pode continuar anos após a explosão, sua distribuição é virtualmente mundial.

As bombas termonucleares podem ser centenas ou até milhares de vezes mais poderosas do que as bombas atômicas. O rendimento explosivo das bombas atômicas é medido em quilotons, cada unidade equivale à força explosiva de 1.000 toneladas de TNT. O poder explosivo das bombas de hidrogênio, em contraste, é freqüentemente expresso em megatons, cada unidade dos quais equivale à força explosiva de 1.000.000 de toneladas de TNT. Bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons foram detonadas, mas o poder explosivo das armas montadas em mísseis estratégicos geralmente varia de 100 quilotons a 1,5 megatons. As bombas termonucleares podem ser pequenas o suficiente (alguns metros de comprimento) para caber nas ogivas de mísseis balísticos intercontinentais. Esses mísseis podem viajar quase metade do globo em 20 ou 25 minutos e têm sistemas de orientação computadorizados tão precisos que podem pousar em poucos cem jardas de um alvo designado.


Por que a Força Aérea quase explodiu a Lua com uma bomba H - HISTÓRIA

Uma bomba H de quatro megatoneladas, como esta foto de teste chamada Castle Union, cria uma bola de fogo com uma milha de largura e, de acordo com um especialista, pode ter uma zona de morte de 100% até dezessete milhas. (USAF)

O dia em que a Força Aérea dos EUA quase despachou a Carolina do Norte

Na manhã de 23 de janeiro de 1961, o primeiro tenente Adam Mattocks subiu a bordo de seu bombardeiro B-52G Stratofortress na Base Aérea Seymour Johnson na Carolina do Norte. Mattocks, sob o comando do Major W. S. Tulloch, foi um dos três pilotos designados para levar o avião em uma missão de treinamento de rotina naquele dia. O que se seguiria nas próximas vinte e quatro horas, entretanto, seria tudo menos rotina. No final, Mattocks seria o sobrevivente de um dos mais sérios acidentes com armas nucleares de todos os tempos e uma grande parte do grande estado da Carolina do Norte teria chegado inacreditavelmente perto de ser transformado em uma zona de morte fumegante, queimada, envenenada por radiação .

O B-52 estava voando naquele dia como parte do Macacão de operação, uma missão de treinamento de alerta aerotransportado na costa atlântica envolvendo uma grande parte da frota de bombardeiros nucleares do Comando Aéreo Estratégico. A missão foi projetada para praticar a manutenção de tantos bombardeiros no ar quanto possível em uma base contínua. Isso acontecia para que, durante uma ameaça nuclear real, eles não fossem pegos no solo por um ataque atômico soviético. Como os aviões precisavam continuar voando hora após hora sem pousar, eles estavam sendo reabastecidos no ar.

Pouco depois da meia-noite do dia 24, um tanque KC-135 se encontrou com o B-52 de Mattock para reabastecê-lo. Isso envolveu uma lança sendo baixada da parte traseira do tanque para um receptáculo localizado na parte superior do B-52, logo atrás da cabine. Antes que o reabastecimento pudesse começar, no entanto, o operador da lança notou um jato de um líquido rosa saindo da asa direita do B-52: um vazamento de combustível. Depois de ouvir essa informação, o quartel-general do SAC ordenou que o bombardeiro de Mattocks fizesse um padrão de espera sobre o Oceano Atlântico, onde esperaria até perder combustível suficiente para tentar um pouso seguro de volta à base.

Um bombardeiro B-52 semelhante ao que explodiu na Carolina do Norte em 24 de janeiro de 1961. (USAF)

O vazamento piorou, no entanto, e logo ficou claro que o Stratofortress precisava pousar imediatamente. Sob ordens, a tripulação virou o bombardeiro para o oeste com a intenção de pousar de volta em Seymour Johnson, localizado perto de Goldsboro, Carolina do Norte.

O B-52G que eles estavam voando naquela noite foi o primeiro modelo do avião a usar tanques de combustível integrados nas asas. Isso aumentou muito o alcance do avião, mas colocou um grande estresse na estrutura da asa. Quando o avião desceu a 10.000 pés se aproximando da base aérea, a asa direita cedeu completamente e o avião quebrou no ar. A tripulação tentou escapar. Dos oito homens a bordo, cinco sobreviveram. Mattock saiu escalando da escotilha superior do B-52 e pulando com seu pára-quedas. Ele foi o único homem a realizar aquela façanha sem um assento ejetável.

Bombas gêmeas de quatro megatons

Todo o incidente poderia ter sido simplesmente um acidente de treinamento infeliz, trágico, mas não incomum, se não fosse pelo que o B-52G carregava: duas bombas nucleares Mark 39 com um rendimento combinado de cerca de 8 megatons: o equivalente a 8 milhões de toneladas de TNT com mais potência do que 500 bombas do tipo Hiroshima juntas.

As bombas se separaram dos restos da aeronave e despencaram em direção ao solo, pousando cerca de 12 milhas ao norte da cidade de Goldsboro em alguns campos agrícolas. Segundo comunicado oficial da época, os aparelhos estavam desarmados e nunca houve perigo de detonação acidental.

Na verdade, a situação era um pouco mais complicada.

A segunda bomba H pousou intacta depois que seu paraquedas foi lançado como parte de sua sequência de armamento. (USAF)

Uma das bombas simplesmente caiu no chão. Devido ao seu invólucro aerodinâmico, estima-se que atingiu o solo a cerca de 1.100 quilômetros por hora. A bomba se desintegrou, mergulhando muitos metros na terra. Sua cauda foi encontrada 20 pés abaixo da superfície. Isso parece terrivelmente perigoso, mas a verdade é que, apesar do tremendo choque, nenhum dos explosivos convencionais projetados para desencadear a explosão nuclear explodiu.

O que aconteceu com a segunda bomba, entretanto, foi muito mais assustador.

Grandes bombas termonucleares, quando lançadas de uma aeronave, requerem um pára-quedas para retardar, ou diminuir, a queda da bomba de forma que a aeronave tenha tempo suficiente para sair da zona de explosão. O pára-quedas não será lançado em uma bomba totalmente desarmada, como no caso do primeiro Mark 39 mencionado acima.

Na segunda bomba, entretanto, o pára-quedas de retardamento foi acionado, indicando que a bomba passou por pelo menos parte de sua sequência de armamento. O pára-quedas do dispositivo prendeu em uma árvore e isso deixou a bomba pendurada com apenas 45 centímetros do nariz enterrado no chão. Caso contrário, estava completamente intacto.

Obviamente, como a bomba não detonou, ela não estava completamente armada. O fato de a bomba ter passado pelo procedimento de armamento, mesmo parcialmente, foi alarmante para os oficiais da USAF e os detalhes do que realmente aconteceu dentro do dispositivo nuclear tornou-se um segredo bem guardado.

Quatro efeitos de explosão de megaton

O que teria acontecido com a Carolina do Norte se a segunda bomba tivesse detonado é bem conhecido por extensos testes realizados no Pacífico nas décadas anteriores. A explosão de um dispositivo de quatro megatoneladas teria criado uma bola de fogo com mais de um quilômetro de diâmetro. Com uma temperatura de 20 milhões de graus Fahrenheit, tudo dentro dele teria sido vaporizado. O calor e uma onda de choque titânica teriam matado todos a uma distância de quatro quilômetros do ponto zero em segundos. As pequenas cidades de Faro e Eureka simplesmente teriam deixado de existir quando uma rajada de ar pressurizado viajando quase na velocidade do som achatou até mesmo concreto armado e estruturas de aço.

O calor teria sido tão intenso que mesmo nos arredores de Goldsboro, a 11 quilômetros de distância, as chapas de metal no exterior dos veículos teriam derretido. Toda a cidade de Goldsboro teria sido submetida a intensa radiação térmica que teria incendiado todos os materiais facilmente inflamáveis, incluindo madeira, papel, tecido, folhas, gasolina e combustível para aquecimento. À medida que esses incêndios individuais se fundiam, um efeito chamado tempestade de fogo teria ocorrido. Qualquer pessoa que procurasse abrigo em um porão provavelmente seria queimado vivo pelo intenso calor ou sufocado enquanto as chamas consumiam todo o oxigênio do ar. Qualquer pessoa em um raio de 14 quilômetros que foi exposta à explosão teria sofrido queimaduras de terceiro grau. É provável que muito poucas pessoas na cidade tivessem sobrevivido. Um especialista estimou que a bomba era grande o suficiente para ter uma zona de destruição de 100% dentro de 17 milhas do ponto de detonação, uma área que envolveu completamente Goldsboro e seus subúrbios. Segundo algumas estimativas, 60.000 teriam morrido devido à bomba nas proximidades de Goldsboro.

O tenente Jack Revelle, o especialista em desarmamento de bombas responsável por desarmar os dispositivos, disse uma vez: "No que me diz respeito, chegamos muito perto de ter uma baía na Carolina do Norte. A explosão nuclear teria mudado completamente o litoral leste se tinha disparado. " Embora a Carolina do Norte sendo transformada em um braço do Oceano Atlântico pareça um pouco exagerado, não há dúvida de que toda a costa leste dos Estados Unidos estaria sob a ameaça das consequências da explosão.

E aqueles "códigos nucleares"?

UMA Link de ação permissiva (PAL) é um sistema de segurança projetado para que uma ogiva nuclear não possa ser detonada sem autorização presidencial. O código (geralmente quatro dígitos) é usado para evitar que militares renegados ou terroristas que roubaram uma bomba a detonem. As ogivas também são projetadas de forma que não possam ser "conectadas" sem o PAL. Se a bomba for adulterada, ela será desativada. Por razões de segurança, os métodos usados ​​para desativá-la são desconhecidos, mas especula-se que um método seja uma pequena carga que pode ser disparada perto do núcleo nuclear da bomba e danificá-la. Depois disso, a bomba não poderia ser usada sem ser reconstruída, embora o material nuclear pudesse ser recuperado.

Embora um sistema PAL não seja projetado para evitar uma explosão devido a um acidente, dependendo de seu design, ele pode criar outra camada de proteção nesse cenário. Infelizmente, o MK-39 envolvido no incidente de Goldsboro foi projetado e construído muito antes dos PALs serem transformados em ogivas nucleares e eles não foram um fator no acidente.

A radiação de uma explosão nuclear vem em duas formas. O primeiro é o "flash" que vem diretamente da bomba quando ela detona. Então, no período após a explosão real, a "queda" pode cobrir a área circundante. A queda ocorre quando o resíduo radioativo que é impulsionado para a atmosfera pela explosão "cai" do céu para a terra nos dias e semanas após a detonação. Essas duas fontes de radiação podem ser tão mortais quanto os efeitos do calor e da explosão da própria explosão. Em Hiroshima, na Segunda Guerra Mundial, estima-se que mais da metade das pessoas que morreram não foram mortas pelos efeitos da explosão, mas sucumbiram ao enjoo da radiação nas horas, semanas ou meses após o lançamento da bomba.

A precipitação de uma explosão perto de Goldsboro poderia ter coberto grande parte da Costa Leste com efeitos mortais, dependendo do vento e das condições climáticas após a detonação. Estima-se que a nuvem poderia ter alcançado até Washington, Baltimore, Filadélfia e até a cidade de Nova York.

Quão perto esteve da detonação?

Embora as informações básicas sobre o que aconteceu em Goldsboro em 1961 sejam conhecidas há décadas, alguns dos detalhes mais importantes (e assustadores) tornaram-se públicos apenas recentemente. O jornalista investigativo Eric Schlosser, enquanto pesquisava seu livro Comando e controle, conseguiu obter um relatório confidencial sobre o incidente, de acordo com a Lei de Liberdade de Informação. O relato foi escrito por Parker F Jones para o governo dos Estados Unidos, oito anos após o incidente. Jones, um engenheiro sênior do Sandia National Laboratories em Albuquerque, N.M, era um dos principais especialistas em segurança de armas atômicas e seu departamento era responsável pelos aspectos mecânicos dos dispositivos nucleares. Ele intitulou seu trabalho Goldsboro Revisited ou: Como aprendi a desconfiar da bomba H (uma paródia do título de filme satírico de Stanley Kubrick Dr. Strangelove ou: Como eu aprendi a parar de me preocupar e amar a bomba) Jones descobriu que, na segunda bomba, três dos quatro sistemas de segurança projetados para evitar que ela detonasse acidentalmente falharam. O quarto, um interruptor simples de baixa voltagem, foi tudo o que impediu o Armagedom de acontecer na Carolina do Norte naquele dia.

Parker descobriu que o interruptor que impedia a detonação poderia facilmente ter sido curto-circuitado por um choque elétrico, levando a uma detonação acidental. "Teriam sido más notícias - em abundância", escreveu ele em seu relatório. Quando a bomba aterrissou, um sinal de disparo foi enviado ao núcleo nuclear do dispositivo, e foi apenas esse interruptor que evitou a catástrofe. "A bomba MK 39 Mod 2 não possuía segurança adequada para o papel de alerta aerotransportado no B-52", concluiu Jones.

Talvez tão assustador quanto isso seja o que eles encontraram quando escavaram a primeira bomba no buraco que ela cavou para si mesma no campo do fazendeiro. A bomba atingiu o solo tão profundamente e o lençol freático era tão alto que algumas partes do dispositivo nunca foram recuperadas. O melhor que o Corpo de Engenheiros do Exército pode fazer foi comprar uma servidão do fazendeiro que proíbe cavar mais fundo do que 1,50 metro. Até hoje, o governo da Carolina do Norte continua testando a área em busca de sinais de contaminação radioativa.

Na bomba enterrada, o interruptor arm / safe estava na posição de armado. (USAF)

Uma parte encontrada, no entanto, foi a mesma chave de baixa voltagem que impediu a detonação da segunda bomba. ReVelle, responsável pela recuperação, lembrou-se do momento em que a chave foi localizada. “Até a minha morte, nunca me esquecerei de ouvir meu sargento dizer, 'Tenente, encontramos a chave de segurança / braço'. E eu disse: 'Ótimo.' Ele disse: 'Não muito bem. Está no braço. " ReVelle comentou mais tarde sobre a segunda bomba: "Quão perto foi de explodir? Minha opinião está muito perto."

O mesmo interruptor que impediu a detonação da segunda bomba falhou na primeira bomba. Portanto, não é surpreendente que Jones tenha chegado à conclusão em seu relatório de que naquele dia apenas "um simples interruptor de baixa voltagem com tecnologia de dínamo se interpôs entre os Estados Unidos e uma grande catástrofe."


Isto é o que acontece quando uma bomba H explode na Carolina do Norte

O que aconteceria se uma bomba de hidrogênio de 4 megatons detonasse sobre a Carolina do Norte? Em 24 de janeiro de 1961, o mundo quase descobriu a resposta. Foi um encontro com o Doomsday, uma espiada no coração do Armagedom, mas para um único dispositivo à prova de falhas que funcionou quando os outros cinco não.

Quando o bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA explodiu em Goldsboro, Carolina do Norte, naquela noite, duas bombas H W-39 caíram da aeronave. Cada bomba tinha quatro dispositivos de segurança que deveriam impedir que explodisse acidentalmente sobre o Kansas, em vez de detonar deliberadamente sobre Moscou. Quando os pesquisadores recuperaram uma das bombas, descobriram que três dos quatro dispositivos de segurança haviam falhado, de acordo com um documento desclassificado obtido pelo jornalista Eric Schlosser e revelado em seu novo livro Command and Control.

Mas e se aquele quarto dispositivo de segurança tivesse falhado? E se uma bomba com um rendimento de 4 megatons - um termo conveniente para uma explosão equivalente a 4 milhões de TNT, ou cerca de 200 vezes maior do que a bomba de Hiroshima - tivesse detonado em Goldsboro? Podemos dar um palpite, cortesia de NUKEMAP 3D, uma simulação de explosão nuclear criada pelo historiador da ciência Alex Wellerstein. Selecione o local e o tamanho da bomba, e a simulação calculará e ilustrará os danos usando um mapa do Google Earth.

Tente você mesmo. Insira o local como "Goldsboro, N.C." e definir o rendimento da bomba em 4.000 quilotons (igual a 4 megatons. NUKEMAP 3D calcula a bomba Goldsboro como uma bola de fogo incinerando tudo em um raio de 1,05 milhas do ponto zero, uma zona de radiação letal (500 rems de radiação em um instante, quando não mais de 100 rems ao longo de um ano inteiro é considerado seguro) estendendo-se 1,84 milhas quadradas, uma onda de pressão de 20 libras por polegada quadrada que demoliria edifícios de concreto a uma distância de 2,78 milhas, uma pressão de 5 PSI que derrubaria a maioria dos edifícios comuns 6,86 milhas da zona de explosão e radiação térmica quente o suficiente para iniciar incêndios e causar queimaduras de terceiro grau a 15,2 milhas do local da explosão. A coluna de radiação passaria por Delaware quase ao sul de Nova Jersey. O número de mortos é estimado em 60.000 (para Nova York Cidade, seria 3,8 milhões de mortos). A bomba "derivou cerca de 55% de seu rendimento total da fissão, o que significa que era muito 'suja' no que diz respeito às bombas H", disse Wellerstein. Enquanto o NUKEMAP 3D assume que bom b would be an airburst (the preferred method of nuclear strategists who want to maximize destruction), "if it had detonated from surface contact, it would have produced significant fallout." In that case, one shudders to think what the effects would be on U.S. agriculture.

Wellerstein cautions that these are estimates based on unclassified sources. "All of the models are based off of Cold War models developed by the US government from nuclear testing data, for the purposes of civil defense planning," he told me. "All of this information on the main effects of nuclear weapons has been declassified for many years, but it is buried away in libraries and archives."

There is a sense of unreality, almost of detachment, when contemplating bombs that burn hotter than the surface of the Sun and cause millions of deaths in a few seconds. That's why Wellerstein created NUKEMAP. "I want to make the effects concrete and personal for people, so that they take them more seriously as actual weapons as opposed to just symbols of ultimate destruction."

But for a single low-tech safety device, the Goldsboro bomb would have been anything but abstract. This is one experiment that should always remain theoretical.

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This Is The Story Of How America Once Thought About Nuking The Moon

We’ve all heard that clichéd phrase at least once in our lives. Leaving the high frequency at which this go-to motivational platitude is used to one side, it’s hard to deny that the traces of human activity on the bright white sphere in the starry ocean above is anything less than utterly inspirational.

It is, without question, a powerfully positive symbol – a timeless encapsulation of our collective ambition and scientific progress. This point in history wasn’t guaranteed to occur, though. Although there is no limit to the number of alternative timelines anyone could entertain regarding our relationship with the Moon, one in particular stands out.

Just as the Cold War was getting going, Project A119 was born. This covert operation, spearheaded by the US Air Force, never truly got off the ground, and it became little more than a detailed thought experiment. If it did, though, we would have lived in the world where the Apollo space program would be nothing more than a thought lingering in an alternative future.

This is the tale of how, once upon a time, humanity planned to trigger a nuclear explosion on the Moon.

One of two "diamond ring" phases of the 2017 summer Solar Eclipse.

Michael Roudabush/Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0

A Mushroom Cloud on the Dark Side of the Moon

The 1950s were a decidedly unnerving time. “The latest rumor going the rounds is that the Russians plan to explode a rocket-borne H-bomb on the moon on or about Nov. 7,” the Pittsburgh Press reported on November 1, 1957. “If that’s true – look out! The rocket and its cargo of violence are more likely than not to boomerang.”

The sensational article, which notes that the rumor is being checked out by US intelligence, explains that the aim of such a strike on our pale guardian would be to demonstrate how far Russian missile technology would have come. Indeed, this was a momentous year for the Soviet Union: A month earlier, Sputnik was launched, and just two days after this article was published, Sputnik 2 was also sent into space, complete with Laika the dog.

At the same time, President Eisenhower was handed a review that suggested US defensive capabilities had fallen far behind that of the Soviets, particularly in terms of missile technology. Later that month, Soviet premier Khrushchev dared the US to a shooting match to prove his point. The world was on edge, and rumors of a Soviet nuclear strike on the Moon perhaps didn’t seem so outlandish.

The event never took place, of course, but the US government was still nervous at the mere thought of it. Indubitably, they had fallen behind, and long before the Apollo program would see them stand victorious in front of all of humanity, they decided to take those rumors and see just how plausible such a scheme could be.

Dr Leonard Reiffel, a respected physicist, gained his doctorate from the Illinois Institute of Technology in 1953, and his star swiftly rose thereafter. He gained senior positions at NASA, and worked with other such famed scientists, including Enrico Fermi, the mind behind the very first nuclear reactor and someone widely considered to be the architect of the nuclear age. Reiffel also collaborated with several key scientists stolen from the collapsed Third Reich as part of America’s Operation Paperclip.

In 1958, officers from the Air Force approached him and, rather bluntly, asked him how possible it would be to detonate a nuclear device on the Moon. Intrigued by the possibility, he worked in complete secrecy as he attempted to answer this question. In the summer of 1959, Project A119 – as it became known – was summarized in one of the strangest scientific reports in human history.

Intitulado A Study of Lunar Research Flights , it weighed the pros against the cons of the first atomic explosion on another world to our own. Describing the benefits of such a detonation as being scientific, military and political, it immediately dives in to the many ripples that such a colossal, surprising splash would cause.

Not only would the world find out just how possible it would be to engage in off-world nuclear warfare, but the political benefits the destruction would bestow were obvious: A lunar mushroom cloud, partly illuminated by sunlight if prominent enough, would send an unparalleled message of strength to the Soviet Union.

The report is a thesis on everything scientists knew about the Moon back in the 1950s, from its magnetic field and its lack of atmosphere, to its geological properties and the possibility of organic matter hiding in pockets up there. Every detail was provided in service to a sole question: would it be possible to show the world that the US Air Force could bring hell to a celestial sphere 384,400 kilometers away from home?

A blast on the dark side was preferred.

This document doesn’t envisage how the nuclear warhead would have made it to the Moon. Or, rather, it does, but those sections are redacted and still not publically viewable.

Interviews given by Reiffel in 2000 – when this document was finally declassified – reveal nothing concrete about the delivery system either aside from the fact that, per the Guardian, it was technically plausible. It’s most likely that it would have involved an intercontinental ballistic missile of some kind, the type that had just made their debut on the world stage in the late-1950s.

Aside from the mysterious delivery system, it’s also uncertain how the package itself would be tracked from terra firma. Nevertheless, various methods were assessed in the report, which focused heavily on visual monitoring through the use of telescopes – both ground-based, and some floating from balloons.

One option was to use flares made using the vaporization of sodium, something tested out by both superpowers that decade and proven to be intensely incandescent. Reiffel and his team even calculated the requisite amount of sodium required for the delivery vehicle on the Moon to be seen with the naked eye, on both the dark and bright sides.

The way in which the blast would be carried out was also undecided at the time, but again, multiple pathways were explored. The document does suggest that, based on plenty of simulations, three instrument packages assessing the nature of the blast would be placed in arbitrary places on the visible hemisphere of the Moon. The bomb itself would likely explode on the very edge of the dark side of the Moon, the part that just about wobbles into our terrestrial line of sight, so that the fire and fury could be seen back on Earth more clearly.

The warhead could be unleashed above, on, or under the lunar soil. Some back-of-the-envelope calculations suggested that, no matter which option is used, the pressure waves a powerful nuclear explosion would generated would create artificial “earthquakes” on the Moon, rocking an otherwise seismically silent body. If a one-megaton bomb was used, tremors would be detectable anywhere on our planet’s solitary satellite mere moments after the red switch was flicked.

As on Earth, the geology in the explosion’s midst would be immediately vaporized. “we have the picture of the lunar material moving upward as a gaseous piston from the moon… with a considerable fraction of the radioactive material [being] expelled into space.”

The report adds that although the distribution of the irradiated, ejected dust would be somewhat unpredictable, calculations suggested that the volume of radioactive material reaching Earth would be expected to be very low. For that assessment, we can thank a young graduate student named Carl Sagan, recruited by Reiffel as part of the project.

From Earth, scientists could track the development of the blast’s light much in the same way that they track the flickering of the Sun’s corona, its outermost atmospheric extremities. Apt, considering that the Air Force would have been effectively creating an ephemeral new star on the Moon.

It would have been an undoubtedly epochal moment. Much like the hundreds of millions of people that would have sat around television sets watching Neil Armstrong make our species’ first mark on the ancient volcanic soil, recordings of America’s might would have indelibly burned themselves into the public consciousness.

Extinguishing Lunar Life

The legacy of nuclear fires on our pale blue dot are explicitly clear.

When nuclear tests were carried out in the Cold War, they were done so with a near-nonchalant disregard to the environment and the health of others. Surrounded by scientific instruments and recording equipment, the increasingly powerful blasts set the skies ablaze.

Sometimes old battleships were annihilated in atolls, with the wind sweeping radioactive fallout onto fishermen or settlements. On other occasions, soldiers were asked to march toward the mushroom cloud that was rushing up into the azure air – practice for a future where a ground invasion would follow on from a nuclear strike on the enemy’s position.

As time ticked away, the effects of the blast and the resulting radiation became ever clearer. Aside from the clearly dangerous contaminated veils they would leave in their wake, such blasts also led to scientific revelations in fields outside the realm of nuclear physics.

The craters generated by subterranean blasts were curiously similar to a type of volcano – maar-diatremes – whose formation and destruction still eludes volcanologists today. Along similar lines, the document explains that – whether it’s a nuclear or chemical bomb, the subsurface layers of the Moon would be revealed, ending years of scientific debate on the subject.

At the same time, the isotopes forged in such blasts proved to be oddly useful to oceanographers, who used them to provide detailed cartography of the major aquatic currents transporting heat and nutrients all over the planet.

There’s a good chance that, one day, we’ll be officially living in the Anthropocene Epoch, a brand-new unit of geological time created thanks to our irrevocable decisions. Take your pick: plastics littering our oceans, carbon dioxide smothering our atmosphere, species extinction rates – all make good markers denoting when we first left a clearly detectable signature in the sedimentological record.

Committees looking into the matter, however, have decided that the so-called Golden Spike should instead be represented by the spike in plutonium debris those nuclear weapons tests have left laying around. As a result, the Anthropocene would have begun in 1950, or perhaps in the 1960s, depending on which version of “global distribution” wins out in the end.

Symbolically, the 1950 version works even better when you look at the concerns Reiffel et al. had when considering what environmental impact a nuclear detonation on the Moon would engender. Forget the impact of spreading radioactive ash all over the place: Years before the mission to send manned astronauts to the Sea of Tranquility took place, scientists were wondering that delivering a nuke to the Moon would bring with it hazardous organic or biological material from Earth.

By the 1950s, it was thought that Mars and Venus should definitely not be contaminated in any such way. The Moon was considered to be far less hospitable to biology, but nevertheless it remained unclear how correct this notion actually was, particularly with regards to the subsurface.

The report stresses, therefore, that “if such biological contamination of the moon occurred, it would represent an unparalleled scientific disaster, eliminating several possibly very fruitful approached to such problems as the early history of the solar system, the chemical composition of matter in the remote past, the origin of life on earth, and the possibility of extraterrestrial life.”

The document does argue, however, that such a concern may be merely academic. “The first moonfall is very likely to be by a Soviet vehicle,” the report notes, implying that the biological contamination issue was out of their hands anyway. “The US propaganda possibilities following a USSR lunar contamination – or vice versa – should not be overlooked,” Reiffel suggests.

The danger of biological – and of course radiological – contamination wasn’t the only obstacle that the document outlined. Reiffel explained that there were so many potential problems with carrying out this plan that it was impossible to actually foresee them all.

One passage, in particular, emphasizes just how much time it would take to even go through the issues that the document touched on: “The enormous effort that would be involved in any controlled experiment on or near the moon demands nothing less than an exhaustive evaluation of suggestions by the many qualified persons who have begun to think about this general problem.”

The document deals heavily in abstractions, but one concern that seemed absolutely concrete to Reiffel was the affect such a blast would have on public opinion. Detonating a nuclear bomb on the Moon was expected to garner a hugely negative public reaction: America may demonstrate that it’s more technologically advanced than the Soviet Union, but by assuming the mantle of extraterrestrial vandals.

That of course assumed that the warhead would even make it to the Moon. One thing that’s clear from several high-profile disasters is that spaceflight is incredibly difficult to get right. We do succeed more often than not, but enormous risks are always involved, particularly if such spacecraft have had human payloads. The delivery vehicle in this case wouldn’t involve any such passengers, of course, but a failed launch – perhaps one ending in a high-altitude fireball – would spread radioactive debris over an enormous area.

The risk to public health, for once, took precedent – but perhaps not as much as the risk to public opinion did if the plan was to go awry. “Unless the climate of world opinion were well-prepared in advance, a considerable negative reaction could be stimulated,” the report muses.

“The foremost intent was to impress the world with the prowess of the United States,'” Reiffel said in an interview, per The New York Times. '”It was a P.R. device, without question, in the minds of the people from the Air Force.'”

It just wasn’t worth it in the end. In the coming months, the project was abandoned. The Moon’s pristine, alien environment would remain untouched, aside from a few probes sent by both superpowers crashing down onto its surface.

Thanks to the Outer Space Treaty, which came into force on October 10, 1967, we are unlikely to hear about such a plan ever again. Under terms agreed by both the Soviet Union and the US, among others, it became prohibited to place nuclear weapons – and any weapons of mass destruction – in orbit, on the Moon, or on any other physical body in space.

Fear and Loathing on Planet Earth

A Study of Lunar Research Flights is the only declassified document relating to Project A119. Several others likely exist, based on Reiffel’s comments prior to his recent death, and others have been destroyed. Much about it remains tantalizingly under wraps, and little will change in this respect for many years to come.

The plan’s legacy is one of juxtaposition in the starkest of terms. Driven by fear, there was a chance that humanity could have decided to prove that, for all intents and purposes, it could have killed the Moon. Not long after the plan was shuttered, we chose to land on the lunar surface.

Buzz Aldrin, photographed by Neil Armstrong, who you can spot reflected in Aldrin's visor.

Project A119 is a microcosm of our species’ ability to be dangerously absurd an example of what could happen if the darker sides to our imaginations are allowed to run riot, catalyzed by doubts and terrors. Although the antagonizing factors have evolved, plenty of us still remain ruled by such hard to control notions today, just as previous generations were in 1959. That doesn’t mean we have to give into them, though.

So by all means, ponder on those footprints if it gives you a sense of optimism. I’d argue, though, that they become even more powerful when you consider that there was a chance that we almost decided to leave a radioactive crater up there instead.

Robin George Andrews is a doctor of experimental volcanology-turned-science journalist. He tends to write about the most extravagant of scientific tales, from eruptions


Air Force wanted to remove the pilots from B-47s

Long before the CIA began sending missile-armed drones to attack Taliban and Al Qaeda operatives in Afghanistan, U.S. Air Force officials mulled sending robotic aircraft against the Soviet Union.

Starting in late 1949, Air Force officials kicked off what would become Project Brass Ring, an attempt to turn long-range B-47 Stratojet bombers into remotely-piloted nuclear-weapons delivery vehicles.

We learned about the Air Force’s quest to build an unmanned nuclear bomber—which the flying branch ultimately abandoned—from A History of the Air Force Atomic Energy Program: 1943–1953, a series of declassified internal studies on the Air Force’s early nuclear history.

The study on Brass Ring describes the 1949 drone effort as the result of a timeless problem—bureaucratic infighting.

After dropping atom bombs on Japan at the close of World War II, the United States began developing much more powerful hydrogen bombs with which to target the Soviet Union.

The Atomic Energy Commission, the powerful agency in charge of weapons design, started working on those bombs but didn’t involve the Air Force— which would have to deliver the weapons to target—in the process.

As a result, the Air Force found itself working on delivery options based on rudimentary—and fluctuating—guesses about the new weapons’ dimensions and effects.

At the time, no one really understood the effects of nuclear weapons. The Air Force’s Brass Ring history says that planners estimated that a hydrogen bomb would produce “an inferno capable of charring wood at 20 miles” and “provoke a small size hurricane.”

And so Air Force designers doubted whether it was even possible for human pilots to deliver the forthcoming bombs and não die in the subsequent explosion.

The flying branch’s problem was a challenging one—to figure out some way to haul a 10,000-pound weapon 4,000 nautical miles, detonate it within two miles of its target e have the whole thing ready in just two and a half years.

An again, the H-bomb delivery system couldn’t have person on board.

The Air Force didn’t think it could develop missiles that could meet the requirement before the deadline. So it tried converting an existing bomber aircraft into a drone, as a kind of stopgap.

At top—a B-47B. Above—a B-47A. Brass Ring officials considered using a B-47A as a “controller” to follow and guide the bomb-bearing B-47B shortly before reaching its target. National Museum of the U.S. Air Force photos

The Air Force settled on the B-47 for its drone because of its relatively low cost, durability and availability. Throughout the course of Brass Ring, designers considered three different scenarios for guiding a pilotless B-47 to its target.

One option involved a fully-automated trip under the control of a ground station. Another would see a crew take the aircraft up into the air, set its course and then bail out over friendly territory.

A final option involved a DB-47A control plane remotely steering an MB-47B drone.

For the final weapons delivery, the Stratojet would either dive toward its target and detonate … or automatically drop the bomb and later self-destruct.

If the plan sounds a little familiar, it should. Project Brass Ring bore a striking resemblance to an earlier attempt an unmanned bombing.

During World War II, the U.S. Army Air Force—the predecessor of the Air Force—had tried its hand at unmanned bombing as part of Operation Aphrodite. The top secret plan involved taking war-weary B-17 and B-24 bombers and stuffing them full of explosives, servo motors and radio control equipment in order to guide the planes from a nearby mothership and crash them into ground targets.

Human crew members were supposed to pilot the bomb-laden aircraft through takeoff and up to an early waypoint, at which they would bail out and leave control of the plane to the mothership.

The plan met with tragedy on Aug. 12, 1944 when Joseph P. Kennedy, Jr., Pres. John F. Kennedy’s brother and the favored son of the politically powerful Kennedy clan, died on an Aphrodite mission.

Kennedy and Lt. Wilford Willy were responsible for taking a PB4Y bomber, a descendant of the B-24, through takeoff from the RAF Winfarthing base in southeast England to its first waypoint. Shortly after takeoff, Kennedy’s plane exploded, killing him and Willy.

But making a bomber more reliable than those involved in Operation Aphrodite was no easy chore. Not long after Brass Ring began, Air Force officials began to experience the headaches familiar to procurement officials throughout the ages.

Boeing, which was producing and modifying the aircraft, and Sperry—the company working on navigational systems to guide the planes—began sparring … and withholding information from each other.

Other problems mounted. Off-the-shelf autonavigators that could guide the bombers the entire 4,000-mile mission were hard to come by—and even harder to develop. The robot aircraft were vulnerable to jamming while under the control of a mothership.

Air Force engineers thought they could mitigate the latter problem by way of a directional antenna.

And of course, requirements-creep set it. By June 1951, scientists at Los Almos had changed their estimates for the dimensions of the H-bomb they were working on.

Gone was the 10,000-pound bomb. Instead, Los Alamos told the Air Force to brace for a 50,000-pound bomb—20 feet long with a six-foot diameter. A B-47 could accommodate the change in size and still travel 4,000 miles, but only if it refueled in-flight and cruised at a lower altitude.

Ultimately, other technological developments rendered moot Brass Ring’s engineering challenges.

“The rapid reduction in size of nuclear weapons and the ability to deliver nuclear weapons at low level through the use of drogue chutes ended the problem of escaping the effects of a nuclear blast,” says Col. Sigmund Alexander, a historian and retired airman who has written extensively about the B-47.

The Operation Ivy nuclear tests in 1952 convinced nuclear scientists that it was possible for bombers with human pilots to drop the latest nuclear bombs e reach a safe distance by the time the munitions detonated.

Los Alamos scientists were no longer concerned, as they had been earlier, that drogue parachutes would make the bombs easy pickings for Soviet anti-aircraft fire.

These factors ultimately spelled the end for Project Brass Ring. The Air Force cancelled the effort in early 1953. Col. T.S. Jeffrey, director of strategic combat systems, summed up the flying branch’s doubts about Brass Ring, writing that it “at best provides an operationally unfeasible, undependable and unproven method of delivery of this weapon.”

Having abandoned the unmanned B-47, the Air Force opted to keep the plane as a manned nuclear-capable bomber alongside the B-36.

The Wright Air Development Center at Wright Patterson Air Force Base, which had worked on Brass Ring, realized that the research on unmanned flight and navigation had value outside the context of the current strategic bombing challenges and pressed for continuing the work.

Nonetheless, the Air Force opted to end the research.

Until recently. Today the Air Force is shopping around for a new nuclear-capable Long Range Strike Bomber. There’s speculation that the plane could wind up being “optionally-manned”—that is, robotic with the flip of a switch. Much like Brass Ring’s B-47 six decades ago.


Hand of Vecna

Thank you for the Chapter Fam. What is happening in Helheim.

huh!? when the hell did they reprogrammed libra!? and who did it??

Lol looks like we witnessed the True Lion of Pride
Leon (currently 150% firepower and could still use more)

This novel is still sooooo amazing!

thank for the chapter.
thank for hard working.

Oh, seems like my guess was wrong. The "that person" mentioned in chapter 160 wasn't Orm, but instead Sol.
Omg, even Sol calls the Goddess' scenario a third rate comedy. Also, I like how he reacted to figuring out that Dina was a traitor.

I liked this fight between Leon and Sol. Also, I think it ended on a nice note too.
On the other hand, I absolutely did not see the chapter ending coming.
Why the heck are Libra and Taurus fighting?


A nuclear submarine was destroyed by a guy trying to get out of work early

Posted On January 22, 2021 17:00:00

A mysterious 2012 fire that basically destroyed a nuclear submarine while it was in port was caused by a not-so-bright contractor who wanted to get out of work early.

The USS Miami docked at Portsmouth Naval Shipyard in Maine in 2012, scheduled for a 20-month engineering overhaul and some regularly scheduled upgrades. While in the dock, a fire started on the sub, which spread to crew living quarters, command and control sections, and its torpedo rooms. Repairing the damage and completing the upgrades after the fire was estimated to cost more than 10 million and three years. By 2013, it was decided the sub would not be fixed and was eventually decommissioned after only 24 years.

The nuclear-powered Los Angeles class attack submarine, which took part in clandestine Cold War missions as well as firing cruise missiles to support operations in Iraq and Serbia, had earned the nickname “the Big Gun.” The ship was cut up for scrap in Washington state’s Puget Sound at the cost of million.

The perpetrator was Casey James Fury, a civilian painter and sandblaster who wanted to go home early. Fury set fire to a box of greasy rags. On appeal, he would complain to a judge of ineffective counsel, as his defense lawyer forced him to admit to setting the fire in exchange for a lighter sentence. According to counsel, he set that fire and a fire outside the sub three weeks later, because of his untreated anxiety.

Fury was sentenced to 17 years in prison, five years of parole, and ordered to pay the Navy 10 million in restitution, an amount prosecutors deemed “unlikely to collect.”

The ship caught fire at 5:41 p.m. and burned until 3:30 a.m. the next day. It took 100 firefighters to stop the fire. One of the responding firefighters called it “the worst fire he’s ever seen.” The Navy originally spent another million in initial repairs before deciding to scrap the Miami.

“There seems little doubt that the loss of that submarine for an extended period of time impacts the Navy’s ability to perform its functions,” U.S. District Court Justice George Z. Singal said at Fury’s sentencing. The Navy will just have to make do with the other 41 Los Angeles class submarines in the fleet.

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Silent Curtain

I want to talk about the development of another curtain. It might well be called “the Silent Curtain”—and it might be an equally dangerous, though not so dramatic, threat to our way of life.

The Silent Curtain has grown rapidly in recent years. It is being woven by administrative orders. It is the result of bureaucratic censorship, an increasing tendency to hide from the American people facts they should know about our nation’s relative military strength, about governmental operations, about waste and errors.

To combat the dangers of this “Silent Curtain,” we must understand not only what has happened, but also why, and what the effects have been . . ..

In the field of defense, including weapons development, the American people have the right to know every bit of information that will not aid a possible enemy. The hydrogen era is no time for soothing syrup statements of partial truths. An uninformed people at peace today may be destroyed by surprise attack tomorrow.

On March 1, 1954, following the Bikini H-Bomb tests, the Atomic Energy Commission issued a statement on the range and effects of the blast. The statement was phrased in a manner intended to reassure an apprehensive American public. It did not give the facts as to the incredibly terrible potential of this new weapon.

On February 19, nearly a year later, Stewart and Joseph Alsop, famous Washington newsmen, wrote in the Postagem de sábado à noite:

“The facts about the H-bomb that are really needed to insure a realistic and informed public opinion are precisely the facts about the H-bomb that the enemy knows already. Our Government has sought to hide the bomb’s real power, the extent and effects of its noxious fall-out of radioactive particles, and the degree to which it may create an enduring radiological hazard in the air we breathe. Thus our government has hidden from our people essential information that is wholly familiar to the masters of the Kremlin, who also have their H-bomb.”

After this statement was published, the AEC issued an additional press release, revealing part of the truth about the H-bomb. Only then did we discover the government had withheld the following facts:

The Bikini blast itself was far more powerful than the scientists had expected.

The H-bomb fall-out was as deadly as the blast itself.

The fall-out could contaminate an area the size of the entire state of New Jersey.

Under such conditions, our current Civil Defense program was virtually worthless.

The Soviet Union knew these facts.

The American people did not.

According to our scientists, even the latest fall-out report still did not tell the story as it should be told, without endangering our national security.

Further indications of continuing and unnecessary secrecy about this new weapon were made public in September.

Professor Hermann J. Muller, Nobel prize-winning geneticist and the world’s leading authority on the effects of radiation on heredity, was barred by the Atomic Energy Commission from reading a paper, or participating in discussions, at the recent Geneva “Atoms for Peace” Conference.

The title of Professor Muller’s proposed paper was “How Radiation Changes the Genetic Constitution.”

Apparently Professor Muller was barred because he openly criticized the Atomic Energy Commission statement that no genetic damage has thus far resulted from atomic explosion radiation.

If this great scientist has such additional information about these new weapons, should he be muffled by some official who thinks the information might be untimely

As I have said many times in recent years, official statements have misled and are misleading the American people as to our country’s relative military strength against that of the possible enemy.

The fact we are stronger than ever before in peace time means exactly nothing. Relative strength is all that counts. Anything else has exactly the value of the second best poker hand.

Just this past summer, the Secretary of Defense issued a directive and supplementary memorandum, stating that in the future no news should be given out from the defense Department unless it was in accordance with policy, timely, constructive, and proper.

Any “mistake” is neither timely, constructive, nor proper. In the future, therefore, unless information suits the purposes of the Department, and won’t lead to possible criticism, it may well not be released.

The story of the fiasco of these jet engines at McDonnell Aircraft in St. Louis was successfully withheld from the public over a long period. It was finally released as the result of the work of some enterprising reporters.

The American press, by insisting on the people’s right to know, are performing a most necessary public service.

America will continue a free nation only as long as all newspapers, and other mass communication media are able to give the people of America the truth . . ..

[The Chairman] of the Freedom of Information Committee of the American Society of Newspaper Editors . . . could not have been more right when he said:

“The acts and judgments of those who are fully informed are their own acts. The acts and judgments of those who are only partly informed are, in reality, the act and judgments of those who partly inform them.

“History does not record a free government that was secret or a secret government that was free. So those who defended the right to know, in a practical way are defending freedom and self-government.

“Both are threatened in our generation. They have been threatened seriously since World War I.” . . .

Let’s each and every one of us pledge ourselves to try to tear down any “Silent Curtain” of censorship, whenever there is an effort to draw it around governmental activities which should be made know to the people.

Let the people have the truth and they will do whatever is necessary to remain free.

This article is an address made October 12, 1955, by Sen. W. Stuart Symington (D-Mo.) at the centennial celebration of the Mexico Ledger, Mexico, Mo. Before entering the US Senate, Mr. Symington was AF Secretary.


Assista o vídeo: Historia powstania bomby atomowej.