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Nós, o povo das Nações Unidas, decidimos salvar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que por duas vezes em nossas vidas trouxe tristeza incalculável para a humanidade, e
reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres e nas nações, grandes e pequenas, e estabelecer condições em que a justiça e o respeito pelas obrigações
decorrentes de tratados e outras fontes do direito internacional podem ser mantidos, e para promover o progresso social e melhores padrões de vida em maior liberdade,

E PARA ESTAS EXTREMIDADES

praticar a tolerância e viver juntos em paz uns com os outros como bons vizinhos, e unir nossas forças para manter a paz e segurança internacionais, e garantir, pela aceitação de princípios e a instituição de métodos, que a força armada não será usada, salvo no interesse comum e para empregar mecanismos internacionais para a promoção do avanço econômico e social de todos os povos,

RESOLVEMOS COMBINAR OS NOSSOS ESFORÇOS PARA ALCANÇAR ESTES OBJETIVOS.

Consequentemente, nossos respectivos Governos, por meio de representantes reunidos na cidade de San Francisco, que exibiram todos os seus poderes considerados em boa e devida forma, concordaram com a presente Carta das Nações Unidas e, por meio deste, estabelecem uma organização internacional a ser conhecido como Nações Unidas.

OBJETIVOS E PRINCÍPIOS
ARTIGO I

Os objetivos das Nações Unidas são

1. Manter a paz e a segurança internacionais e, para esse fim, tomar medidas coletivas eficazes para a prevenção e remoção de ameaças à paz, e para a supressão de atos de agressão ou outras violações da paz, e para realizar de forma pacífica os meios, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, o ajuste ou solução de controvérsias ou situações internacionais que possam levar à violação da paz;

2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio da igualdade de direitos e autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas para fortalecer a paz universal;

3. Alcançar a cooperação internacional na solução de problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário e na promoção e incentivo ao respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião; e

4. Ser um centro de harmonização das ações das nações na consecução desses fins comuns.

ARTIGO 2

A Organização e seus Membros, na prossecução dos Objetivos enunciados no Artigo 1, agirão de acordo com os seguintes Princípios.

1. A Organização baseia-se no princípio da igualdade soberana de todos os seus Membros.

2. Todos os Membros, a fim de garantir a todos os direitos e benefícios decorrentes da adesão, cumprirão de boa fé as obrigações por eles assumidas de acordo com o presente Estatuto.

3. Todos os Membros resolverão suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de forma que a paz, a segurança e a justiça internacionais não sejam ameaçadas.

4. Todos os Membros devem abster-se, em suas relações internacionais, de ameaças ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas.

5. Todos os Membros prestarão às Nações Unidas toda a assistência em qualquer ação que tomem de acordo com a presente Carta e se absterão de prestar assistência a qualquer Estado contra o qual as Nações Unidas estejam tomando medidas preventivas ou coercitivas.

6. A Organização deve assegurar que os Estados que não são membros das Nações Unidas ajam de acordo com estes Princípios na medida do necessário para a manutenção da paz e segurança internacionais.

7. Nada contido na presente Carta deve autorizar as Nações Unidas a intervir em questões que são essencialmente da jurisdição interna de qualquer estado ou deve exigir que os Membros submetam tais questões a um acordo ao abrigo da presente Carta; mas este princípio não prejudica a aplicação de medidas coercivas ao abrigo do Capítulo VII.

FILIAÇÃO
ARTIGO 3

Os Membros originais das Nações Unidas serão os Estados que, tendo participado da Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional em San Francisco, ou tendo previamente assinado a Declaração das Nações Unidas de 1 de janeiro de 1942, assinaram a presente Carta e a ratificaram em de acordo com o Artigo 110.

ARTIGO 4

1. A condição de membro das Nações Unidas está aberta a todos os outros Estados amantes da paz que aceitem as obrigações contidas na presente Carta e, na opinião da Organização, sejam capazes e estejam dispostos a cumprir essas obrigações.

2. A admissão de qualquer desses estados como membro das Nações Unidas será efetuada por decisão da Assembleia Geral, por recomendação do Conselho de Segurança.

ARTIGO 5

Um Membro das Nações Unidas contra o qual uma ação preventiva ou coercitiva tenha sido tomada pelo Conselho de Segurança pode ser suspenso de

ARTIGO 6

Um Membro das Nações Unidas que tenha violado persistentemente os Princípios contidos na presente Carta pode ser expulso da Organização pela Assembleia Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança.

ÓRGÃOS
ARTIGO 7

1. São estabelecidos como órgãos principais das Nações Unidas uma Assembléia Geral, um Conselho de Segurança, um Conselho Econômico e Social, um Conselho de Tutela, uma Corte Internacional de Justiça e um Secretariado.

2. Os órgãos subsidiários que forem considerados necessários podem ser estabelecidos de acordo com a presente Carta.

ARTIGO 8

As Nações Unidas não colocarão restrições à elegibilidade de homens e mulheres para participar em qualquer cargo e condições de igualdade em seus órgãos principais e subsidiários.

Capítulo IV
A ASSEMBLEIA GERAL

ARTIGO 9

1. A Assembleia Geral será composta por todos os Membros das Nações Unidas.

2. Cada Membro não terá mais de cinco representantes na Assembleia Geral.

ARTIGO I 0

A Assembleia Geral pode discutir quaisquer questões ou quaisquer assuntos dentro do âmbito da presente Carta ou relacionados com os poderes e funções de quaisquer órgãos previstos na presente Carta e, exceto conforme previsto no Artigo 12, pode fazer recomendações aos Membros de às Nações Unidas ou ao Conselho de Segurança ou a ambos sobre tais questões ou assuntos.

ARTIGO I I

1. A Assembleia Geral pode considerar os princípios gerais de cooperação na manutenção da paz e segurança internacionais, incluindo os princípios que regem o desarmamento e a regulamentação de armamentos, e pode fazer recomendações com relação a tais princípios aos Membros ou ao Conselho de Segurança ou para ambos.

2. A Assembleia Geral pode discutir quaisquer questões relacionadas com a manutenção da paz e segurança internacionais apresentadas a ela por qualquer Membro das Nações Unidas, ou pelo Conselho de Segurança, ou por um estado que não seja Membro das Nações Unidas, de acordo com com o Artigo 3S, parágrafo 2, e, exceto conforme previsto no Artigo 12, pode fazer recomendações com relação a qualquer questão ao estado ou

estados interessados ​​ou ao Conselho de Segurança ou a ambos. Qualquer questão sobre a qual seja necessária ação será submetida ao Conselho de Segurança pela Assembléia Geral antes ou depois da discussão.

3. A Assembleia Geral pode chamar a atenção do Conselho de Segurança para situações que possam pôr em perigo a paz e a segurança internacionais. .

ARTIGO I8

1. Cada membro da Assembleia Geral tem direito a um voto.

2. As decisões da Assembleia Geral sobre questões importantes serão tomadas por uma maioria de dois terços dos membros presentes e votantes. Essas questões devem incluir: recomendações com relação à manutenção da paz e segurança internacionais, a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança, a eleição dos membros do Conselho Econômico e Social, a eleição dos membros do Conselho de Tutela de acordo com o parágrafo 1 (c) do Artigo 86, a admissão de novos Membros às Nações Unidas, a suspensão dos direitos e privilégios de associação, a expulsão de Membros, questões relacionadas ao funcionamento do sistema de tutela e questões orçamentárias .

3. As decisões sobre outras questões, incluindo a determinação de categorias adicionais de questões a serem decididas por dois terços da maioria, serão tomadas por maioria dos membros presentes e votantes.

ARTIGO I 9

Um Membro das Nações Unidas que esteja atrasado no pagamento de suas contribuições financeiras à Organização não terá direito a voto na Assembleia Geral se o valor de seus atrasados ​​for igual ou superior ao valor das contribuições devidas por ele

nos dois anos completos anteriores. A Assembleia Geral pode, no entanto, permitir que tal Membro vote, se considerar que a falta de pagamento se deve a condições que fogem ao controlo do Membro. .

O CONSELHO DE SEGURANÇA

ARTIGO 2 3

1. O Conselho de Segurança será composto por onze Membros das Nações Unidas. A República da China, a França, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América serão membros permanentes do Conselho de Segurança. A Assembleia Geral elegerá seis outros Membros das Nações Unidas para serem membros não permanentes do Conselho de Segurança, tendo em devida consideração, em primeira instância, a contribuição dos Membros das Nações Unidas para a manutenção da paz e segurança internacionais e aos demais propósitos da Organização e também à distribuição geográfica eqüitativa.

2. Os membros não permanentes do Conselho de Segurança serão eleitos para um mandato de nvo anos. Na primeira eleição dos membros não permanentes, porém, três serão eleitos para um mandato de um ano. Um membro que se aposentou não terá direito à reeleição imediata.

3. Cada membro do Conselho de Segurança terá um representante.

ARTIGO 24

1. A fim de garantir uma ação rápida e eficaz por parte das Nações Unidas, seus Membros conferem ao Conselho de Segurança a responsabilidade primária pela manutenção da paz e segurança internacionais e concordam que, ao cumprir suas obrigações sob esta responsabilidade, o Conselho de Segurança atue em seu nome .

2. No cumprimento dessas funções, o Conselho de Segurança agirá de acordo com os Propósitos e Princípios das Nações Unidas. Os poderes específicos conferidos ao Conselho de Segurança para o desempenho dessas funções são definidos nos Capítulos VI, VI, VI, 11 e XII.

3. O Conselho de Segurança submeterá relatórios anuais e, quando necessário, especiais à consideração da Assembleia Geral.

ARTIGO 25

Os Membros das Nações Unidas concordam em aceitar e executar as decisões do Conselho de Segurança de acordo com a presente Carta.

ARTIGO 2 6

A fim de promover o estabelecimento e manutenção da paz e segurança internacionais com o mínimo de desvio para armamentos de recursos humanos e econômicos do mundo, o Conselho de Segurança será responsável por formular, com a assistência do Comitê do Estado-Maior Militar referido no Artigo 47, planos a serem apresentados aos Membros das Nações Unidas para o estabelecimento de um sistema de regulamentação de armamentos.

ARTIGO 2 7

1. Cada membro do Conselho de Segurança terá um voto.

2. As decisões do Conselho de Segurança em questões processuais serão tomadas pelo voto afirmativo de sete membros.

3. As decisões do Conselho de Segurança sobre todos os outros assuntos serão tomadas pelo voto afirmativo de sete membros, incluindo os votos concorrentes dos membros permanentes; desde que, nas decisões nos termos do Capítulo VI e do parágrafo 3 do Artigo 52, uma parte em uma controvérsia se abstenha de votar ...

Capítulo Vl
PACÍFICO DE RESOLUÇÃO DE
DISPUTAS

ARTIGO 3 3

1. As partes em qualquer controvérsia, cuja influência seja susceptível de pôr em perigo a manutenção da paz e segurança internacionais, devem, em primeiro lugar, procurar uma solução por negociação, inquérito, mediação, conciliação, arbitragem, acordo judicial, recorrer a agências ou acordos regionais, ou outros meios pacíficos de sua própria escolha.

2. O Conselho de Segurança deverá, quando julgar necessário, solicitar às partes que resolvam sua controvérsia por tais meios.

ARTIGO 3 4

O Conselho de Segurança pode investigar qualquer controvérsia ou qualquer situação que possa levar a um atrito internacional ou dar origem a uma controvérsia, a fim de determinar se a continuação da controvérsia ou situação pode colocar em risco a manutenção da paz e segurança internacionais.

ARTIGO 35

1. Qualquer Membro das Nações Unidas pode levar qualquer controvérsia ou qualquer situação da natureza a que se refere o artigo 34 à atenção do Conselho de Segurança ou da Assembléia Geral.

2. Um estado que não seja membro das Nações Unidas pode chamar a atenção

do Conselho de Segurança ou da Assembleia Geral qualquer controvérsia da qual seja parte, se aceitar previamente, para os fins da controvérsia, as obrigações de solução pacífica previstas na presente Carta.

Capítulo V11
AÇÃO COM RESPEITO A
AMEAÇAS À PAZ,
QUEBRAS DA PAZ,
E ATOS DE AGRESSÃO

ARTTCLE 3 9

O Conselho de Segurança deve determinar a existência de qualquer ameaça à paz, violação da paz ou ato de agressão e deve fazer recomendações, ou decidir quais medidas devem ser tomadas de acordo com os artigos 41 e 42, para manter ou restaurar a paz internacional e securiy.

ARTIGO 40

A fim de evitar que a situação se agrave, o Conselho de Segurança poderá, antes de formular as recomendações ou decidir sobre as medidas previstas no Artigo 39, convocar as partes interessadas a aplicar as medidas provisórias que julgar necessárias ou desejáveis. Essas medidas provisórias não prejudicarão os direitos, reivindicações ou posição das partes interessadas. O Conselho de Segurança deve levar devidamente em conta o não cumprimento dessas medidas provisórias.

ARTIGO
41

O Conselho de Segurança pode decidir que medidas não envolvendo o uso de força armada devem ser empregadas para dar efeito às suas decisões, e pode solicitar aos Membros das Nações Unidas que apliquem tais medidas. Isso pode incluir a interrupção total ou parcial das relações econômicas

e de transporte ferroviário, marítimo, aéreo, postal, telegráfico, rádio e outros meios de comunicação e o rompimento das relações diplomáticas.

ARTIGO 42

Se o Conselho de Segurança considerar que as medidas previstas no Artigo 41 seriam inadequadas ou se revelaram inadequadas, poderá tomar as medidas necessárias por via aérea, marítima ou terrestre para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais. Tal ação pode incluir manifestações, bloqueio e outras operações aéreas, marítimas ou terrestres dos Membros das Nações Unidas.

ARTIGO 43

1. Todos os Membros das Nações Unidas, a fim de contribuir para a manutenção da paz e segurança internacionais, comprometem-se a colocar à disposição do Conselho de Segurança, a seu chamado e em conformidade com um acordo ou acordos especiais, forças armadas, assistência e instalações, incluindo direitos de passagem, necessárias para o propósito de manter a paz e a segurança internacionais. .

ARTIGO 51

Nada na presente Carta deve prejudicar o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva se um ataque armado ocorrer contra um Membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais. As medidas tomadas pelos Membros no exercício deste direito de legítima defesa devem ser imediatamente comunicadas ao Conselho de Segurança e não devem, de forma alguma, afetar a autoridade e responsabilidade do Conselho de Segurança nos termos da presente Carta de tomar, a qualquer momento, ações como esta considerar necessário para manter ou restaurar a paz e segurança internacionais.

Capítulo VIII
ARRANJOS REGIONAIS

ARTIGO 52

1. Nada na presente Carta impede a existência de acordos ou agências regionais para lidar com questões relacionadas com a manutenção da paz e segurança internacionais conforme apropriado para a ação regional, desde que tais acordos ou agências e suas atividades sejam consistentes com os Propósitos e Princípios das Nações Unidas.

2. Os Membros das Nações Unidas que celebrarem tais acordos ou constituírem tais agências deverão envidar todos os esforços para alcançar a solução pacífica das controvérsias locais por meio de tais acordos regionais ou por tais agências regionais, antes de encaminhá-los ao Conselho de Segurança. .

ARTIGO 54

O Conselho de Segurança deve ser mantido em todos os momentos totalmente informado das atividades realizadas ou em contemplação sob acordos regionais ou por agências regionais para a manutenção da paz e segurança internacionais.

Capítulo IX
ECONÔMICO INTERNACIONAL
E COOPERAÇÃO SOCIAL

ARTIGO
55

Com vistas à criação das condições de estabilidade e bem-estar necessárias para relações pacíficas e amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio da igualdade de direitos e autodeterminação dos povos, as Nações Unidas promoverão:

uma. padrões de vida mais elevados, pleno emprego e condições de progresso e desenvolvimento econômico e social;

b. soluções de problemas internacionais econômicos, sociais, de saúde e afins; e cooperação cultural e educacional internacional; e

c. respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião. .

Capítulo Xl
DECLARAÇÃO A RESPEITO
NÃO AUTO-GOVERNANTE
TERRITÓRIOS

ARTIGO 7
3

Os membros das Nações Unidas que têm ou assumem responsabilidades pela administração de territórios cujos povos ainda não alcançaram uma medida plena de autogoverno reconhecem o princípio de que os interesses dos habitantes desses territórios são primordiais e aceitam como um encargo sagrado a obrigação de promover ao máximo, dentro do sistema de paz e segurança internacional estabelecido pela presente Carta, o bem-estar dos habitantes desses territórios, e, para esse fim:

uma. assegurar, com o devido respeito pela cultura dos povos interessados, sua promoção política, econômica, social e educacional, seu tratamento justo e sua proteção contra abusos;

b. desenvolver o autogoverno, ter em devida conta as aspirações políticas dos povos e ajudá-los no desenvolvimento progressivo de suas instituições políticas livres, de acordo com as circunstâncias particulares de cada território e de seus povos e seus diversos estágios de desenvolvimento;

c. para promover a paz e segurança internacionais;

d. para promover medidas construtivas de desenvolvimento, para encorajar a pesquisa e para cooperar uns com os outros e, quando e

quando apropriado, com organismos internacionais especializados, com vistas à realização prática dos objetivos sociais, econômicos e científicos estabelecidos neste artigo; e

e. para transmitir regularmente ao Secretário-Geral para fins de informação, sujeito a limitações que possam ser exigidas por considerações constitucionais e de segurança, estatísticas e outras informações de natureza técnica relativas às condições econômicas, sociais e educacionais nos territórios pelos quais são respectivamente responsáveis, exceto os territórios aos quais os Capítulos Xll e X111 se aplicam.

ARTIGO 74

Os membros das Nações Unidas também concordam que sua política em relação aos territórios aos quais este Capítulo se aplica, não menos do que em relação a suas áreas metropolitanas, deve se basear no princípio geral de boa vizinhança, levando-se devidamente em consideração os interesses e o bem-estar do resto do mundo, em questões sociais, econômicas e comerciais.

Capítulo X11
CONFIANÇA INTERNACIONAL
SISTEMA

ARTIGO 75

As Nações Unidas estabelecerão, sob sua autoridade, um sistema internacional de tutela para a administração e supervisão de tais territórios que possam ser objeto de acordos individuais subsequentes. Esses territórios são doravante denominados territórios sob tutela.

ARTIGO 76

Os objetivos básicos do sistema de tutela, de acordo com os Objetivos de

1

as Nações Unidas estabelecidas no Artigo I da presente Carta serão:

uma. para promover a paz e a segurança internacionais;

b. para promover o avanço político, econômico, social e educacional dos habitantes dos territórios sob tutela e seu desenvolvimento progressivo em direção ao autogoverno ou independência, conforme seja apropriado às circunstâncias particulares de cada território e seus povos e aos desejos livremente expressos de os povos interessados, e conforme possa ser estabelecido pelos termos de cada acordo de tutela;

c. encorajar o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião, e encorajar o reconhecimento da interdependência dos povos do mundo; e

d. assegurar tratamento igual em questões sociais, econômicas e comerciais para todos os Membros das Nações Unidas e seus nacionais, e também tratamento igual para estes últimos na administração da justiça, sem prejuízo do cumprimento dos objetivos anteriores e, sujeito aos disposições do artigo 80.

ARTIGO 77

1. O sistema de tutela se aplicará a territórios nas seguintes categorias, conforme possa ser colocado sob os mesmos por meio de acordos de tutela:

uma. territórios agora mantidos sob mandatoi

b. territórios que podem ser separados dos Estados inimigos como resultado da Segunda Guerra Mundial; e

c. territórios colocados voluntariamente sob o sistema pelos estados responsáveis ​​por sua administração.

2. Será uma questão de acordo posterior sobre quais territórios nas categorias anteriores serão colocados sob o sistema de tutela e em que termos.

Capítulo XIV
O TRIBUNAL INTERNACIONAL
DA JUSTIÇA

ARTIGO 92

A Corte Internacional de Justiça será o principal órgão judicial das Nações Unidas. Funcionará de acordo com o Estatuto anexo, que se baseia no Estatuto da Corte Permanente de Justiça Internacional e faz parte integrante da presente Carta.

ARTIGO 9 3

1. Todos os Membros das Nações Unidas são ipso facto partes do Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça.

2. Um Estado que não seja Membro das Nações Unidas pode tornar-se parte do Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça, sob condição a ser determinado em cada caso pela Assembleia Geral, por recomendação do Conselho de Segurança.

ARTIGO 94

1. Cada Membro das Nações Unidas se compromete a cumprir a decisão da Corte Internacional de Justiça em qualquer caso de que seja parte.

2. Se alguma parte do caso não cumprir as obrigações que lhe incumbem por sentença proferida pelo Tribunal, a outra parte pode recorrer ao Conselho de Segurança, que poderá, se julgar necessário, formular recomendações. .

Capítulo XV
O SECRETARIADO

ARTIGO 9 7

O Secretariado será composto por um Secretário-Geral e pelo pessoal necessário à Organização. O Secretário-Geral será nomeado pela Assembleia Geral sob recomendação do Conselho de Segurança. Ele será o diretor administrativo da Organização.

ARTIGO 98

O Secretário-Geral atuará nessa capacidade em todas as reuniões da Assembleia Geral, do Conselho de Segurança, do Conselho Econômico e Social e do Conselho de Tutela e desempenhará as demais funções que lhe forem confiadas por esses órgãos. O Secretário-Geral apresentará um relatório anual à Assembleia Geral sobre o trabalho da Organização.

ARTIGO 99

O Secretário-Geral pode levar ao conhecimento do Conselho de Segurança qualquer assunto que, em sua opinião, possa ameaçar a manutenção da paz internacional. .

ARTIGO I 00

1. No desempenho de suas funções, o Secretário-Geral e o pessoal não buscarão receber instruções de nenhum governo ou de qualquer outra autoridade externa à Organização. Eles devem abster-se de qualquer ação que possa refletir em sua posição como funcionários internacionais responsáveis ​​apenas perante a Organização.

2. Cada Membro das Nações Unidas compromete-se a respeitar o caráter exclusivamente internacional das responsabilidades do Secretário-Geral e do pessoal. .

Capítulo XVII
SEGURANÇA TRANSITÓRIA
ARRANJOS

ARTIGO I 06

Enquanto se aguarda a entrada em vigor de tais acordos especiais referidos no Artigo 43

como na opinião do Conselho de Segurança habilitá-lo a iniciar o exercício de suas responsabilidades nos termos do Artigo 42, as partes da Declaração de Quatro Nações, assinada em Moscou, em 30 de outubro de 1943, e na França, deverão, de acordo com as disposições do parágrafo 5 dessa Declaração, consultem-se mutuamente e, conforme a ocasião o exigir, com outros Membros das Nações Unidas, com vistas a realizar as ações conjuntas em nome da Organização que sejam necessárias para o propósito de manter a paz e a segurança internacionais.

Capítulo XIX
RATIFICAÇÃO E ASSINATURA

ARTIGO I 10

1. A presente Carta será ratificada pelos Estados signatários de acordo com os respectivos processos constitucionais.

2. As ratificações serão depositadas junto ao Governo dos Estados Unidos da América, que notificará todos os Estados signatários de cada depósito, bem como o Secretário-Geral da Organização quando for nomeado.

3. A presente Carta entrará em vigor após o depósito de rat) fications pela República da China, França, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Estados Unidos da América, e por a maioria dos outros estados signatários. O protocolo das ratificações depositadas será então elaborado pelo Governo dos Estados Unidos da América, que enviará cópias das mesmas a todos os Estados signatários. .

ARTIGO I I I

A presente Carta, cujos textos em chinês, francês, russo, inglês e espanhol são igualmente autênticos, permanecerá depositada nos arquivos do Governo.

dos Estados Unidos da América. Cópias devidamente autenticadas serão transmitidas por aquele Governo aos Governos dos outros Estados signatários.

Infaitb wbereof; os representantes do
Os governos das Nações Unidas assinaram a presente Carta.

Feito na cidade de São Francisco, aos vinte e seis dias do mês de junho de mil novecentos e quarenta e cinco.


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