Cinco caixões de chumbo encontrados em um convento francês

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Entre 2011 e 2013, uma equipa do Instituto Nacional de Investigação Arqueológica Preventiva realizou uma escavação, em colaboração com o Estado, no Convento dos Jacobinos. Dois anos depois, as investigações em andamento renderam novas descobertas.

O Convento Jacobino foi construído em 1369, depois da guerra de sucessão, assinalando a vitória de Juan IV de Montfort, duque da Bretanha, sobre Carlos de Blois. Do século XV ao século XVII, o local foi um importante local de peregrinações e sepultamentos, prova disso são os 800 tumbas que foram descobertas por arqueólogos, incluindo cinco caixões de chumbo. Um deles continha um cadáver bem preservado e seu estudo fornece evidências pouco conhecidas das práticas de sepultamento da elite durante o século XVII.

Os cinco caixões de chumbo datados do século 17, foram acompanhados por relicários em forma de coração. Quatro dos caixões, descobertos no coro da igreja, continham esqueletos relativamente bem preservados.

o cinco relicários de chumbo que acompanhava os caixões no Convento Jacobino constituía um grupo único destes objetos na Europa. Todos continham um coração e quatro deles tinham inscrições que revelavam a identidade do falecido. Alguns dos corações foram embrulhados em bandagens e embalsamados com materiais vegetais. Uma análise dos tecidos, espécies de plantas e alguns órgãos forneceram informações sobre o processo de embalsamamento.

Louise de Quengo, senhorita de Brefeillac.

Na adega da Capela de São José, o quinto caixão continha um corpo excepcionalmente bem conservado, o de Louise de Quengo. Esta pessoa foi identificada graças às inscrições no relicário do coração de seu marido, Toussaint de Perrien, falecido em 1649.

Para limitar ao máximo qualquer perda de informação devido à decomposição do corpo, o estudo foi realizado em colaboração com o Laboratório Antropológico Molecular da Universidade de Toulouse e o serviço médico-jurídico da cidade.

Depois de escanear todo o corpo, a autópsia revelou o bom estado de saúde de Louise de Quengo e biólogos e geneticistas debatem se a causa da morte pode ser uma infecção.

Esses estudos contribuem para ampliar as informações disponíveis sobre as práticas funerárias da época, bem como as História da Ciência e Medicina, já que a extração do coração do falecido revelou um grande domínio das práticas médicas de operação.


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