Guthlac de Crowland

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Guthlac de Crowland (c. 674 - 11 de abril de 714 CE) foi um santo anglo-saxão do Reino da Mércia. Guthlac nasceu em uma família nobre da Mércia e se tornou um soldado bem-sucedido e líder militar na adolescência antes de se voltar para a vida religiosa. Ele se juntou à comunidade monástica em Repton em Derbyshire aos 24 anos. Após dois anos em Repton, ele partiu para levar uma vida de eremita na ilha de Crowland ou Croyland. Durante seus anos como eremita, Guthlac tornou-se conhecido por sua vida sagrada e pelos milagres que realizou.

Fontes

Muito do que sabemos sobre a vida de Guthlac vem do Vita Sancti Guthlaci, ou Vida de São Guthlac, escrito pelo monge Félix provavelmente em 730 CE. O trabalho de Félix foi encomendado pelo rei Ælfwald de East Anglia (r. 713-749 CE). No prefácio do Vita, Félix afirma que baseou seu trabalho no depoimento de quem conheceu e conversou com o próprio santo em vida. Outras fontes importantes incluem os poemas do inglês antigo Guthlac A e Guthlac B. Esses poemas estão contidos no Livro de Exeter e apresentam a vida de Guthlac em versos aliterativos. Embora sua autoria seja desconhecida, é claro pelo menos que Guthlac B extrai muito do de Felix Vita. Também existe um sermão em inglês antigo e uma tradução da obra de Felix como parte do Livro Vercelli, uma antologia de poesia e prosa do século 10 dC. Ainda outra fonte, o Guthlac Roll, conta a história da vida de Guthlac em uma série de 18 fotos em um pergaminho de quase 3 metros de comprimento.

Vida pregressa

The Guthlac Roll, conta a história da vida de Guthlac em uma série de 18 fotos em um pergaminho de quase 3 metros de comprimento.

Guthlac nasceu c. 674 dC a um nobre da Mércia chamado Penwalh e sua esposa Tette no território dos Ângulos Médios. O biógrafo Félix nos diz que a ancestralidade de Guthlac pode ser rastreada até Islândia, uma das figuras fundadoras da casa real da Mércia. A irmã de Guthlac, Pega, foi mais tarde venerada como uma santa por seus próprios méritos. Segundo Felix, o nascimento de Guthlac foi precedido por um prodígio divino: uma mão humana desceu do céu e tocou uma cruz na porta da casa em que Tette estava em trabalho de parto. Todos que viram este prodígio caíram de joelhos e oraram, aceitando isso como um sinal de Deus. Pouco depois, um servo veio correndo para contar aos espectadores que a criança Guthlac havia nascido. Assim, os espectadores pegaram na mão em sinal da glória futura da criança.

Felix retrata Guthlac como uma criança modelo que nunca se comportou mal ou mostrou qualquer desrespeito aos pais ou à família deles. Quando chegou à adolescência, Guthlac tornou-se soldado, inspirado pelas histórias heróicas de seu povo. Ele reuniu seus próprios seguidores de guerreiros e, nos nove anos seguintes, lutou nas fronteiras da Mércia, invadiu cidades e vilas e coletou tesouros. No entanto, Guthlac acabou ficando preocupado com a natureza transitória de sua vida como guerreiro. Uma noite, em particular, Guthlac sentia-se extremamente ansioso com o curso de sua vida. Felix escreve que ele "contemplou as mortes miseráveis ​​e vergonhosos fins dos antigos reis de sua raça no curso das eras passadas, e também as riquezas fugazes deste mundo e a glória desprezível do mundo temporal" (Colgrave, 81). Com isso em mente, ele prometeu dedicar sua vida a Cristo.

Abadia de Repton

No dia seguinte, Guthlac deixou sua casa, apesar dos apelos de seus seguidores para ficar, e viajou para o mosteiro de Repton, na Derbyshire dos dias modernos. Lá, ele recebeu a tonsura monástica da abadessa Ælfthryth e permaneceu pelos próximos dois anos. Em Repton, ele viveu uma vida de piedade excepcional, nunca mais bebendo álcool além da comunhão. Seus irmãos lá a princípio ficaram ressentidos com ele, mas passaram a respeitá-lo e até mesmo amá-lo quando ele provou a sinceridade de sua devoção. Ele aprendeu a ler e escrever e se dedicou ao estudo das escrituras.

Após dois anos de vida na comunidade monástica, Guthlac deixou Repton para levar uma vida como asceta. Ele partiu para encontrar um eremitério adequado e chegou à região pantanosa de Fens, no moderno Lincolnshire, perto do rio Granta e da cidade de Cambridge. Aqui, um homem chamado Tatwine o guiou até a ilha de Crowland, nas profundezas do pântano. Outros tentaram habitar a ilha antes de Guthlac, mas todos falharam, pois o local era considerado assombrado por fantasmas e demônios. Imperturbável, Guthlac chegou a Crowland no dia da festa de São Bartolomeu e jurou passar o resto de seus dias lá.

História de amor?

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Crowland Hermitage

Felix descreve a preparação de Guthlac para a vida ascética como um soldado se preparando para a guerra, refletindo a ética guerreira de seu público anglo-saxão:

Cingindo-se com armas espirituais contra as astutas ciladas do inimigo imundo, ele tomou o escudo da fé, a couraça da esperança, o elmo da castidade, o arco da paciência, as flechas da salmodia, tornando-se forte para a luta. (Colgrave, 91)

Ele fez sua casa em Crowland ao lado de um velho túmulo, que Felix descreve como tendo sido aberto anteriormente por ladrões na esperança de encontrar um tesouro enterrado. Guthlac construiu uma cabana neste local e, daquele momento em diante, nunca mais vestiu roupas que não fossem peles de animais e nunca comeu nenhum alimento além de pão de cevada uma vez por dia com um copo de água lamacenta.

Depois de se estabelecer em sua nova vida, Guthlac foi rapidamente atacado pelo diabo com uma série de tentações. Primeiro, o Diabo disparou uma flecha envenenada de desespero que "cravou-se firmemente no próprio centro da mente do soldado de Cristo" (Colgrave, 97). Por três dias, Guthlac definhou em dúvida, relembrando os pecados de sua vida anterior e temendo que ele nunca poderia ser limpo. Mas, na noite do terceiro dia, ele se fortaleceu contra sua angústia e clamou pela ajuda do Senhor. Pouco depois, o próprio São Bartolomeu apareceu a Guthlac e permaneceu em sua presença até superar sua abjeção. Bartolomeu prometeu ajudá-lo sempre que necessário, e a confiança de Guthlac em sua missão foi restaurada.

Em seguida, dois demônios apareceram diante de Guthlac em forma humana, elogiando sua fé e determinação inabalável. Eles se ofereceram para ensiná-lo a jejuar, lembrando-o dos heróis e santos bíblicos da antiguidade que haviam dominado a fraqueza corporal. Os demônios o incentivaram a não jejuar por apenas dois ou três dias, mas sete dias seguidos. Guthlac percebeu essa falsa instrução e comeu seu pão de cada dia com ar de desafio, levando os demônios a um acesso de fúria. Seus gritos raivosos podiam ser ouvidos por toda parte antes que abandonassem seu ardil.

Apenas algumas noites depois, Guthlac estava orando profundamente quando foi atacado por uma horda de espíritos malignos que amarraram seus membros, carregaram-no para fora de sua cabana e o jogaram nas águas do pântano circundante. De acordo com Felix, os espíritos tinham

grandes cabeças, pescoços longos, rostos magros tez amarela, barbas sujas, orelhas desgrenhadas, testas selvagens, olhos ferozes, bocas sujas, dentes de cavalo, gargantas vomitando chamas, mandíbulas torcidas, lábios grossos, vozes estridentes, cabelo chamuscado, bochechas gordas, pombo seios, coxas com crostas, joelhos nodosos, pernas tortas, tornozelos inchados, pés abertos, bocas abertas, gritos estridentes. (Colgrave, 103)

Eles arrastaram Guthlac pelo pântano e o espancaram com chicotes antes de carregá-lo até os portões do próprio inferno. Mas Guthlac permaneceu inabalável e desafiou seus algozes a lançá-lo no inferno se essa fosse sua intenção. Assim como parecia que os demônios iriam cumprir suas ameaças, São Bartolomeu apareceu mais uma vez e espantou os espíritos. Guthlac foi então devolvido à sua residência em Crowland, onde retomou sua vida sagrada.

Mesmo após o fracasso dessa prova, os espíritos mais uma vez atacaram Guthlac. Uma noite, ele estava mais uma vez em oração quando uma tropa de demônios de língua britânica se aproximou de sua casa. Felix escreve que Guthlac entendeu a fala deles, pois havia passado algum tempo entre os britânicos antes de se tornar um monge. Esses demônios o ergueram no ar com as pontas de suas lanças e o carregaram. Guthlac, percebendo que seus agressores eram apenas demônios, recitou o primeiro versículo do Salmo 67, e os demônios desapareceram no ar.

Milagres realizados

Felix relata uma série de milagres realizados por Guthlac antes e depois de sua morte, o primeiro dos quais ocorreu quando um padre chamado Beccelm veio a Crowland para se tornar seu servo e aprender com ele. Um espírito maligno possuiu Beccelm e o levou a empunhar uma espada e matar Guthlac. No entanto, o Senhor concedeu a Guthlac o dom de profecia e ele discerniu as intenções de Beccelm. Guthlac então confrontou Beccelm e informou ao homem que ele estava sob a influência de um espírito maligno. Percebendo que Guthlac estava certo, Beccelm se jogou aos pés de seu mestre e implorou por seu perdão. Guthlac não só perdoou Beccelm, mas prometeu vir em seu auxílio sempre que ele precisasse no futuro.

Guthlac realizou uma série de milagres envolvendo a comunhão com animais e a descoberta de objetos perdidos.

Guthlac realizou uma série de milagres envolvendo a comunhão com animais e a descoberta de objetos perdidos. Ele também curou os enfermos e conhecia as palavras e pensamentos dos que não estavam presentes. Seus milagres o tornaram famoso em toda a Mércia e além. Ele foi oficialmente ordenado sacerdote por um bispo chamado Hedda, que o visitou em Crowland. Ele também foi visitado por Ecburgh, uma abadessa e filha do rei Aldwulf da Ânglia Oriental (r. C. 664-713 dC). Durante sua visita, ela perguntou a Guthlac quem herdaria o eremitério em Crowland quando ele morresse. Guthlac previu que seria sucedido por um homem que atualmente era pagão, mas que seria batizado e seguiria para Crowland. Isso mais tarde provou ser verdade, pois Cissa, a sucessora imediata de Guthlac em Crowland, ainda não havia sido batizada nesta época.

Guthlac também foi visitado por Etelbaldo, um príncipe da Mércia levado ao exílio pelo rei Coelred (r. 709-716 dC). Æthelbald chegou a Crowland exausto de fugir de Coelred e buscar o conselho divino de Guthlac. Guthlac assegurou-lhe que Deus iria conceder-lhe a realeza da Mércia com o tempo, e de fato aconteceu. Anos depois, Coelred morreu durante um banquete, e Æthelbald o sucedeu como rei da Mércia.

Mais tarde, Guthlac ficou muito doente e informou a seu servo Beccelm que morreria em oito dias. Durante esses oito dias, a cabana de Guthlac foi preenchida com canções angelicais e aromas doces. Sua morte é tradicionalmente datada de 11 de abril de 714 EC, que foi posteriormente celebrado como seu dia de festa. Ele havia instruído Beccelm anteriormente para ir e encontrar sua irmã Pega e trazê-la de volta com ele. Quando Beccelm e Pega chegaram de volta a Crowland, encontraram o corpo de Guthlac e, depois de homenageá-lo por três dias, enterraram-no em seu oratório.

Legado e Veneração

Doze meses após a morte de Guthlac, Pega decidiu traduzir seus restos mortais de Crowland para outra tumba. Ela chegou a Crowland com uma reunião de sacerdotes e clérigos de alto escalão para abrir o sepulcro de Guthlac. Eles encontraram seu corpo inteiro e intacto, "como se ainda estivesse vivo" (Colgrave 161). Mesmo as vestimentas em que ele havia sido enterrado não mostravam sinais de desgaste ou decomposição, mas pareciam novas. Este foi um sinal claro da santidade de Guthlac, e todos os presentes ficaram maravilhados com o milagre que aconteceu.

Quando Etelbaldo, ainda um exilado, soube da morte de Guthlac, ele chorou e visitou o corpo do santo. O espírito de Guthlac apareceu ao príncipe e assegurou-lhe que se aproximava o dia em que ele se tornaria rei dos mercianos. Em poucos dias, a previsão se provou verdadeira, e Æthelbald foi de fato coroado rei. Não muito depois, ele construiu um monumento em Crowland para homenagear a memória de Guthlac e, de acordo com Pega, colocou os restos mortais do santo lá dentro.

Ao longo do século 8 EC, uma comunidade monástica se desenvolveu em Crowland, seguindo os passos de Guthlac. A Abadia de Crowland foi fundada em 971 CE, de acordo com a Regra Beneditina, e foi dedicada aos Santos Maria e Bartolomeu, bem como ao próprio Guthlac. Guthlac era venerado como um santo local proeminente desde então, com igrejas sendo dedicadas a ele em toda a área ao redor dos Fens no East Midlands e além.


Croyland Abbey

CLASSIFICAÇÃO DE PATRIMÔNIO:

Embora o nome da cidade seja 'Crowland', a abadia é propriamente 'Croyland', o resultado de um erro de ortografia por um monge medieval. A abadia de Crowland data do início do século 8, embora suas raízes sejam ainda mais antigas.

A lenda conta que a ilha de Crowland foi escolhida por São Guthlac como local para sua cela de eremita. Guthlac era um jovem que se afastou do mundo e buscou uma vida de contemplação.

Ele chegou a Crowland no dia de São Bartolomeu, 699 DC, e dedicou sua cela a esse santo. Naquela época, Crowland era literalmente uma ilha, surgindo dos pântanos. Deve ter sido um local desolado no século 8 - até mesmo o nome sugere que Crowland deriva do inglês antigo para "terra selvagem".

Com o tempo, a reputação de santidade do eremita cresceu e as pessoas começaram a procurá-lo. Entre seus apoiadores estava Etelbald, um candidato ao trono do reino da Mércia.

Guthlac profetizou que Etelbaldo um dia ganharia o trono, e o nobre jurou que, se o eremita estivesse certo, fundaria um mosteiro em homenagem a Guthlac.

Com certeza, Etelbald tornou-se rei da Mércia e, no dia de São Bartolomeu, em 716 DC, dois anos após a morte de Guthlac, Etelbald fundou a Abadia de Croyland.

A abadia sofreu com as depredações dinamarquesas dos dois séculos seguintes em 870, um ataque dinamarquês surpreendeu os monges em oração, o abade foi morto e os edifícios incendiados. Grande parte da abadia foi restaurada por Turketyl, abade em meados do século 10, mas um terrível incêndio em 1091 destruiu os edifícios saxões de Turketyl.

Mais uma vez Crowland foi reconstruída, desta vez em estilo normando, e novamente os edifícios da abadia foram destruídos por um terremoto em 1118 e por um incêndio em 1143. Partes sobreviventes da primeira abadia normanda podem ser vistas na fonte e no arco oeste de a torre central.

A abadia sofreu sua destruição final em 1539 como parte da Dissolução dos Monastérios de Henrique VIII. A nave da igreja da abadia e dois corredores laterais foram deixados de pé para servir como a igreja paroquial de Crowland. Infelizmente, agora só resta o corredor norte.

Apesar desta destruição, o suficiente para dar uma boa noção das glórias que estavam Crowland acima da porta oeste são esculturas de quadrifólio representando cenas da vida de Guthlac e estátuas mostrando santos associados à abadia.

Mais fotos

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Sobre Croyland
Endereço: 45 East Street, Crowland, Lincolnshire, Inglaterra, PE6 0EN
Tipo de atração: Abadia
Localização: na saída da A1073, 10 milhas ao N de Peterborough
Site: Croyland
Email: [email protected]
Mapa de localização
OS: TF241 103
Crédito da foto: David Ross e Britain Express

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PRÓXIMAS ATRAÇÕES HISTÓRICAS

Classificado como patrimônio de 1 a 5 (baixo a excepcional) em interesse histórico


Os dois pontos históricos de interesse da cidade são as ruínas da abadia medieval de Crowland e a ponte de três lados do século 14, Trinity Bridge, que fica em seu ponto central e costumava ser a confluência de três riachos. [2]

Por volta de 701, um monge chamado Guthlac veio para o que era então uma ilha nos Fens para viver a vida de um eremita. Seguindo os passos de Guthlac, uma comunidade monástica surgiu aqui, que foi dedicada a Santa Maria, a Virgem, São Bartolomeu e São Guthlac no século VIII. [3]

O nome de local 'Crowland' foi atestado pela primeira vez por volta de 745 DC no Vita S. Guthlaci auctore Felice, reimpresso no Memoriais de São Guthlac publicado em Wisbech em 1881. Aqui, o nome aparece como Cruglond, Crugland, Cruuulond e Cruwland. Parece como Croiland no Domesday Book de 1086. A palavra "cruw" acredita-se que signifique uma curva e se refira à curva do rio Welland em Crowland, que era mais pronunciada antes da drenagem dos pântanos. [4]

A cidade de Crowland cresceu em torno da abadia. Por uma carta datada de 716, Etelbaldo da Mércia concedeu a ilha de Crowland, livre de todos os serviços seculares, à abadia com um presente em dinheiro, e licença para construir e cercar a cidade. Os privilégios da carta foram confirmados por várias outras cartas reais que se estenderam por um período de quase 800 anos. Sob o abade Ægelric, os pântanos foram cultivados, o mosteiro enriqueceu e a cidade aumentou de tamanho, enormes extensões de terra sendo mantidas pela abadia no Domesday Survey. [3]

o Croyland Chronicle (1144-1486), uma fonte importante para historiadores medievais, acredita-se ser o trabalho de alguns dos habitantes do mosteiro. [5]

A cidade foi quase destruída por um incêndio (1469–1476), mas os inquilinos da abadia receberam dinheiro para reconstruí-la. Em virtude de seu cargo, o abade tinha assento no parlamento, mas a cidade nunca foi um bairro parlamentar. O abade Ralph Mershe em 1257 obteve a concessão de um mercado todas as quartas-feiras, confirmado por Henrique IV em 1421, mas foi posteriormente transferido para Thorney. A feira anual de São Bartolomeu, que originalmente durava doze dias, foi mencionada pela primeira vez na carta confirmatória de Henrique III de 1227. A dissolução do mosteiro em 1539 foi fatal para o progresso da cidade, e ele rapidamente caiu na posição de um sem importância Vila. As terras da abadia foram concedidas por Edward VI a Edward Clinton, primeiro conde de Lincoln, de cuja família passaram em 1671 para a família Orby. [3]

Em 1642, perto do início da Guerra Civil Inglesa, os restos da abadia foram fortificados e guarnecidos pelos monarquistas sob o governador Thomas Stiles. Após um curto cerco, foi tomada por forças parlamentares sob o comando de Oliver Cromwell em maio de 1643. [6] [7] [8]

A área agrícola circundante sofreu extensas inundações em 1947, pois o rio Welland e a rede de drenagem circundante foram inundados com água do degelo. Uma margem de defesa contra inundações, a Cisjordânia, ainda existe, formando o perímetro noroeste da vila e o flanco leste da planície de inundação do rio Welland.

A Grande Ferrovia Conjunta do Norte e do Grande Leste cruzou a parte nordeste da freguesia até a década de 1980. [9] Passou perto da Fazenda De Key ao leste e Fazenda de Martin ao norte. A estação ferroviária de Postland ficava perto de Postland House. [ citação necessária ]

Existe uma ala eleitoral em nome de Crowland e Deeping St Nicholas. Esta enfermaria tem uma população total tomada no censo de 2011 de 6.172. [10]


Lincolnshire Life

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Dirija até a Abadia de Crowland ao longo das estradas solitárias dos pântanos em uma tarde enevoada de dezembro enquanto o crepúsculo está caindo e você se sente como se estivesse dirigindo para o passado, quando o mundo parecia consistir apenas de água e céu, onde pequenas comunidades isoladas se agarravam à lama ilhas que se erguiam alguns metros acima dos pântanos não drenados.

Este foi o mundo para o qual o ex-soldado Guthlac veio em 699 DC, para uma das pequenas ilhas - Crowland - onde ele viveria e morreria, e onde uma grande abadia seria construída em sua memória.

Guthlac era originalmente um nobre saxão que se tornou soldado, que aos 24 anos se cansou do derramamento de sangue e entrou na abadia de Repton em Derbyshire. Mas depois de dois anos ele decidiu que queria uma vida mais isolada e se dirigiu para os pântanos de Lincolnshire. Na Abadia de Thorney, ele ouviu falar de uma ilha isolada no pântano e, contra o conselho, convenceu um dos irmãos leigos, Tatwin, a levá-lo até lá de barco. Eles chegaram no que se tornou Croyland - então significando "terra crua e lamacenta" no Dia de São Bartolomeu, 24 de agosto. Edward Storey, em seu ‘Retrato do País do Pântano’, descreve como poderia ser:

"O verão quente tornou as águas agora estagnadas entre Crowland e Thorney repletas de vegetação em decomposição. Enxames de mosquitos zumbem em uma nuvem densa e frenética sobre os juncos, movendo-se para a frente e para trás, para cima e para baixo, como a cortina incerta de fumaça de um fogo latente. As enguias deslizam, gordas e escorregadias, sob o lodo verde. As pessoas que habitam a ilha são consideradas taciturnas e hostis.

Foi aqui que Guthlac decidiu ficar, passando os dias em oração e contemplação. Ele queria reclusão, mas talvez até tivesse dúvidas. A população local era hostil e hostil, a ilha baixa era insalubre e infestada de mosquitos e Guthlac adoeceu com febres e calafrios. Em seu ponto mais baixo, ele sentiu que estava sob ataque de demônios e diz a lenda que ele procurou a ajuda de São Bartolomeu, que deu a Guthlac um chicote de três pontas para afastá-los.

Talvez tenha sido a maneira como Guthlac se recusou a ser superado por suas dificuldades que aos poucos conquistou os locais aos poucos eles passaram a aceitá-lo e buscar seus conselhos. Eventualmente, ele se tornou respeitado como seu "homem santo" residente, a quem as pessoas viajavam de certa distância para consultar. Um deles foi Ethelbald, exilado de seu primo Coelred, então rei da Mércia. Guthlac profetizou que o próprio Ethelbald se tornaria rei, e Ethelbald prometeu que, se isso fosse verdade, ele construiria um mosteiro no local onde falara com Guthlac. Em 714 Guthlac morreu e em 716 Ethelbald tornou-se rei. Ele lançou a pedra fundamental do que se tornaria a Abadia de Crowland no Dia de São Bartolomeu naquele ano.

A primeira abadia foi construída de madeira, junco e palha dos quais não há vestígios, embora algumas das pilhas de carvalho, cravadas no solo pantanoso para firmar as fundações, tenham sobrevivido. Por causa de seu material de construção fraco e sua posição vulnerável nos pântanos, a abadia foi a primeira presa a ser atacada pelos dinamarqueses, que navegaram facilmente pelos Pântanos em busca de qualquer coisa valiosa que pudessem levar. Em 870, os dinamarqueses organizaram um ataque particularmente selvagem, embora se pudesse dizer que os monges o haviam causado. Na véspera de Natal de 869, os monges estavam celebrando com algumas celebrações ruidosas que beiravam a blasfêmia. O abade, Theodore, tentou sem sucesso detê-los e retirou-se para seus aposentos. Enquanto a festa continuava, um trovão sacudiu o prédio e o diabo apareceu em uma nuvem de enxofre. Ele disse a eles que Deus os amaldiçoou por seu comportamento, e que dentro de doze meses a abadia seria arrasada.

Amaldiçoada ou não, a ameaça tornou-se realidade em julho do ano seguinte. Os dinamarqueses atacaram e saquearam a abadia, a maioria dos monges foi assassinada e o abade Teodoro foi morto enquanto orava no altar. Um crânio encontrado muitos anos depois de um homem atingido por trás e pela órbita ocular foi considerado seu. Foi roubado da atual igreja da abadia durante os anos 1980. Os dinamarqueses levaram consigo o Saltério de Guthlac, bem como as cartas da abadia, que foram perdidas quando eles cruzaram o rio Nene em seu caminho para infligir danos semelhantes no mosteiro em Peterborough, então conhecido como Medehamstede.

Em 946, a "abadia", que agora abrigava apenas três monges idosos, foi visitada pelo chanceler do Rei Eldred, Turketyl. Impressionado com sua hospitalidade e santidade, ele decidiu se tornar um monge e se juntou à comunidade deles. Quando mais tarde foi nomeado abade, ele começou um grande projeto de construção e restauração. Ele era um homem rico e trouxe terras e dinheiro para a abadia. Foi durante este período que Crowland se tornou um mosteiro beneditino. Os beneditinos eram uma das maiores e mais influentes ordens monásticas da Grã-Bretanha nessa época. Perto de Crowland, Ely e Peterborough foram ambas fundações beneditinas e a reconstrução em Crowland foi parte de um renascimento monástico geral no qual os beneditinos desempenharam um papel importante.

A abadia de Turketyl foi destruída por um incêndio em 1061, quando um encanador deixou seu fogo apagado com cinzas. Um vento forte pegou as brasas e logo toda a abadia estava em chamas, a igreja e os edifícios monásticos foram destruídos e a biblioteca, contendo as cartas da abadia e manuscritos valiosos, também foi perdida. Mais uma vez, a reconstrução foi necessária, o que continuou nas décadas seguintes. Em 1109, Joffrid de Orleans tornou-se abade. Ele estava ansioso para expandir a influência de Crowland e enviou monges a Cambridge para dar palestras aos alunos. Seguindo seu exemplo, mais de 300 anos depois, o então abade, Lytlington de Crowland, estabeleceu um albergue para monges beneditinos novatos, que mais tarde se tornou o Magdalene College.

Em meados de 1400, o quadrifólio, sobre o que era então a porta oeste da igreja da abadia, foi esculpido. Ele ainda pode ser visto hoje e mostra cenas da vida de Guthlac: sua chegada a Crowland de barco, um bando de demônios tentando carregá-lo para o inferno, mas sendo repelido por seu patrono, São Bartolomeu Guthlac, livrando-se dos demônios com sua tríplice chicoteie Guthlac curando um nobre saxão e profetizando para Ethelbald.

Na Idade Média, os mosteiros haviam perdido muito de seu zelo inicial. Eles se tornaram poderosos e ricos, e as regras outrora rígidas pelas quais os monges viviam tornaram-se cada vez mais flexíveis. Crowland não foi exceção a essa tendência. A abadia possuía terras em seis condados, compartilhava parte dos dízimos das igrejas, em moinhos, pescas e bosques, e recebia aluguel de terras que permitia aos inquilinos cultivarem. Como resultado, a abadia frequentemente se envolvia em disputas jurídicas e financeiras sobre terras. Os peregrinos se aglomeraram no santuário de São Guthlac, sobre o altar-mor da igreja da abadia. Era ricamente ornamentado com mármore, metais preciosos e joias, e dizem que milagres aconteceram em frente a ele.

Quando Henrique VIII começou a voltar seus olhos para a riqueza dos mosteiros, havia mais de 800 casas religiosas na Inglaterra e no País de Gales em 1540, não havia nenhuma. Os edifícios e propriedades do mosteiro foram assumidos pela Coroa e alugados ou vendidos a novos ocupantes. Crowland foi entregue aos representantes do rei em 4 de dezembro de 1539, entregando receitas de £ 1.217 6s 8d. O coro, a torre central dos transeptos e os edifícios monásticos foram todos demolidos da nave e permaneceram dois corredores como igreja paroquial. Gradualmente, a nave e o corredor sul ficaram em mau estado e foram removidos. O corredor restante agora serve como a igreja da abadia - é um oitavo do tamanho da abadia que existia antes de 1539.

Guthlac viera para Crowland em busca de solidão e silêncio para orar e meditar em um mundo remoto e aquoso. A curta torre da Abadia de Crowland, hoje visível acima da paisagem plana, permanece como seu legado.

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Obrigado pela nossa visita hoje.
Encontramos uma multidão fabulosa, aprendemos a tentar tocar o sino com Roy.
Mike nos deu um excelente passeio entusiasmado e nós saudamos os habitantes locais com amor por sua aldeia. Bem diferente do que Guthlac recebeu de volta em 699.

Por favor, mantenha-nos informados sobre os eventos.

Kim, Josette e Amp Lois
As 3 irmãs de outros condados e da Califórnia


Eles eram ferozes na aparência, péssimos na forma, com grandes cabeças, pescoços longos, rostos magros, tez amarela, barbas imundas, orelhas desgrenhadas, testas selvagens, olhos ferozes, bocas sujas, cavalos e dentes # 8217, gargantas vomitando chamas, mandíbulas retorcidas, grossas lábios, vozes estridentes, cabelos chamuscados, bochechas gordas, seios de pombos, coxas com crostas, joelhos nodosos, pernas tortas, tornozelos inchados, pés abertos, bocas abertas, gritos estridentes. Pois eles ficaram tão terríveis de ouvir com seus gritos poderosos que encheram quase todo o espaço intermediário entre a terra e o céu com seus gritos discordantes.
De: Felix & # 8217s Life of Saint Guthlac ed. por Bertram Colgrave, Cambridge University Press (1985), p. 103

O Guthlac Histórico nasceu por volta de 670 DC. Em sua vitae mais antiga, somos informados de que ele pertencia a uma linhagem dos estritos reais da Mércia e essa foi a razão de sua carreira inicial como guerreiro anglo-saxão. No entanto, em algum momento de sua juventude, ele se tornou um monge em Repton em Derbyshire. Dois anos depois, ele mudou-se mais para o leste, onde assumiu a vida de um eremita em Crowland, na fronteira dos pântanos, encontrando abrigo em um antigo cemitério britânico. Mais tarde, no século 10, sua ermida tornou-se um mosteiro muito rico.

Liminal World

Politicamente, Crowland estava originalmente localizada na fronteira entre o antigo reino da Mércia e o do Gyrwe, situado na fronteira oeste do Fenland, por Bede chamada de “regione Girviorum”. No Esconderijo Tribal, esta região foi dividida em uma parte norte e uma parte sul, cada uma avaliada em 600 peles. A fronteira era formada pelo rio Nene, que ia de Peterborough ao sul de Crowland até o Wash. Mais tarde, em 749 DC, a Mércia estabeleceu uma hegemonia sobre a Anglia Oriental, mas Guthlac não viveu para experimentar isso. No entanto, ele pode ter sentido a invasão de sua vida anterior em seu novo mundo.

Geograficamente, a paisagem oferecia uma liminaridade fluida constantemente recriada através dos cursos inconstantes dos rios e riachos através dos pântanos e para o Wash. Na primavera, quando os rios inundavam, sedimentos pesados ​​das erosões do inverno acabavam coagulando os cursos d'água e o canal os riachos ao longo de rotas novas e em constante mudança.

Socialmente, essa paisagem mal era habitável e, embora a amizade espiritual tenha sido estabelecida entre Guthlac e alguns seguidores, inicialmente este não era um local destinado a uma comunidade religiosa.

Aqui, na encruzilhada de água e terra, Guthlac tentaria construir uma ponte sobre o abismo entre seu passado semipagão (o monte funerário), sua ancestralidade guerreira (espelhada em suas lutas espirituais com os britânicos) e o novo pensamento cristão sobre pessoas e lugares, que estava no cadinho da Mércia (da economia guerreira baseada no povo ao senhorio baseado na terra). Isso mais tarde seria revelado em detalhes por seu primeiro cronista, São Félix, que escreveu sua primeira vitae logo após a morte do santo em 714.

Quatrefoil com histórias da vida de São Guthlac, Abadia de Crowland. Fonte: Wikpedia

De acordo com a leitura atenta da vita, recentemente realizada por Lisa MC Weston, Guthlac estava & # 8211 nas palavras de Felix & # 8211 constantemente negociando modelos dessas comunidades e estilos de vida do passado e do presente - o velho mundo guerreiro e o novo pensamento monástico (cristão) de senhorio como baseado na exploração dos recursos da terra e os novos modelos comportamentais e culturais e mentalidades que os acompanham.

No centro desse conflito estava o movimento entre duas culturas literárias diferentes - a da velha poesia guerreira oral e o novo mundo da alfabetização e da liturgia.

Acima de tudo, isso foi enquadrado em sua vita por meio de uma série de batalhas espirituais noturnas entre os demônios de língua britânica e o eremita recém-convertido, jogando versos de salmos e outras escrituras em seus rostos.

Na primeira noite, ele é chamado para lutar contra a tentação de retornar à sua antiga vida como um guerreiro e herói em potencial. In the second he is tempted by the demons to adopt an extreme asceticism and immoderate fasting. Finally, the third night he is demonised by multiple shrieking and frightening monsters trying to drag him into the fens or devouring by setting his hermitage on fire while raising him up on spears. However, it is at this point he identifies the monsters as a delusion because they speak the British tongue of his youth and he is able to expel them in favour of a solitary austere existence.

On the basis of this he is able to transcend the old world and wholeheartedly enter the new, playing out his role as miles Christi and divine councillor for the future king of Mercia, Æthelbald, who gained sanctuary with Guthlac while exiled to the east. It is Æthelbald who according to the vita, founded a monastery at Crowland immediately after the death of the saint in AD 716. During the next 200 years, the cult continued to grow and in the monastery was turned into a Benedictine Abbey. The popularity of the cult is witnessed by a series of the survived manuscripts containing the vita of Felix as well as later poetic rewritings of his life and deeds. It was during these rewritings Guthlac changed his shape from solitary spiritual warrior and into a more ordinary post-conquest saint.

Crowland Abbey

As it stands today, the Abbey at Crowland is partly a ruin. Nevertheless it is a fascinating witness to the local history of the Fens in the 13 th century.

The remains of the present building are the remains of a concerted effort of Henry de Longchamp, the abbot of Crowland from 1191-1236 and his successors to rebuild the church after a fire in 1179. They worked hard to recreate Crowland as an important pilgrimage centre publishing new variations of his legend and making the life of the saint a central feature of the decorative scheme of the new Abbey Church. This turned it into one of the most opulent and flamboyant of the East Anglian abbeys.

The Abbey Church had a nave with three aisles covered by nine bays and an apsidal choir of five bays. It measured 83 m x 27 m. As it stands today, only the northern aisle stands this is used for the modern village church. However, an inkling of the decorative scheme, which used to embellish the church can be found on the facade of the still-standing west front. This was once brightly coloured. Right on top of the doorway arches is a quatrefoil illustrating the high-medieval and more placid version of Guthlac. Now focus was on the traditional accoutrements of a typical medieval saint: miraculous healings, books, buildings etc. Exactly the same shift can be discerned through a careful exploration of the so-called Guthlac roll, which stresses the saint building a chapel – something which the early vita does not mention at all. Instead the vita tells us that Guthlac turned a ruined burial mound or tumulus into his rustic ascetic cell. Thus Guthlac became – in the words of John Black – “primarily the defender of a religious foundation in its battles to retain holdings and power”.

SOURCES:

Tradition and Tranformation in the Cult of St. Guthlac in Early Medieval England
By John R. Black
In: The Heroic Age. A Journal of Early Medieval Northwestern Europe. (2007) Issue 10.


Crowland (also Croyland) is both a village and parish. About as far south in Lincolnshire as one can get, it is 10 miles south of Spalding, a few miles east of Market Deeping in the Fens area and 86 miles north of London, just east of the A15 trunk road and north of the A47. Deeping Fen parish lies to the northwest. The River Welland runs along the eastern boundary. The area is flat fenland and tends to swamp. Nene Terrace is a small hamlet in the parish, 2 miles south of the village of Crowland, on the border of Cambridgeshire. Motor is another hamlet 2 miles south of Crowland village. The parish is large, covering over 12,500 acres, and includes the hamlet of Postland.

If you are planning a visit:

  • The Crowland Ponds at TF 2210 are part of the Lincolnshire Wildlife Trust.
  • Kate JEWELL has a photograph of the Village Sign on Geo-graph, depicting the Crowland Abbey, taken in May, 2007.
  • Michael TROLOVE has a photograph of a Mounting Block on Geo-graph, taken in June, 2009. Now, how many places have you seen a place to easily mount your charger?.
  • Use our touring page for area resources.

Who was St Guthlac ??

Guthlac at Crowland Abbey, with a devil at his feet

11 April is the anniversary of the death in 714 of St Guthlac, a soldier who took up the life of a hermit at Crowland in the Lincolnshire fens, and subsequently became one of Anglo-Saxon England’s most important saints. Guthlac was born into a noble Mercian family and began his life like any other Anglo-Saxon nobleman, as a warrior his was the Mercia of the newly-discovered Staffordshire Hoard, a kingdom of great wealth and power, and we might imagine Guthlac carrying weapons adorned like this. Inspired by “the valiant deeds of heroes of old”, according to his biographer Felix, Guthlac fought in the army of the king of Mercia, and spent his youth as leader of a warband. And then one night, at about the age of twenty-four, he went to bed brooding on his usual concerns:

When.. Guthlac was being storm-tossed amid the gloomy clouds of life’s darkness, and amid the whirling waves of the world, he abandoned his weary limbs one night to their accustomed rest his wandering thoughts were as usual anxiously contemplating mortal affairs in earnest meditation, when suddenly, marvellous to tell, a spiritual flame, as though it had pierced his breast, began to burn in this man’s heart. For when, with wakeful mind, he contemplated the wretched deaths and the shameful ends of the ancient kings of his race in the course of the past ages, and also the fleeting riches of this world and the contemptible glory of this temporal life, then in imagination the form of his own death revealed itself to him and, trembling with anxiety at the inevitable finish of this brief life, he perceived that its course daily moved to that end. He further remembered that he had heard the words: ‘Let not your flight be in the winter neither on the sabbath day.’ As he thought over these and similar things, suddenly by the prompting of the divine majesty, he vowed that, if he lived until the next day, he himself would become a servant of Christ.
Felix’s Life of Saint Guthlac, trans. Bertram Colgrave (Cambridge, 1956), pp.81-3.

“He contemplated the wretched deaths and the shameful ends of the ancient kings of his race in the course of the past ages, and also the fleeting riches of this world and the contemptible glory of this temporal life” – in other words, he lay in the dark and thought about the chief theme of Anglo-Saxon heroic poetry, which is that earthly glory is splendid and beautiful but is always passing into nothingness.

What stories did he reflect on, if Felix’s description has any basis in reality? It would be wonderful to know. Perhaps the tales of his ancestors in the tribe of the Guthlacingas, or the kings of the royal line of Mercia – but those stories are all lost to us, and we can only speculate. Whatever it was, the sudden awareness of death brought about a great change in Guthlac: he gave up his military life and became first a monk at Repton and then a hermit at Crowland, exchanging battles with the king’s enemies for fierce struggles against demons. His story was vividly brought to life by a later Crowland artist, working probably at the beginning of the thirteenth century, who produced a series of pictures illustrating Guthlac’s life on a long roll of parchment (now British Library Harley Roll Y. 6). Above is Guthlac bidding farewell to a soldier’s life then we see him receiving the tonsure at Repton:

The Crowland artist has fudged the truth here in showing Guthlac receiving the tonsure from a bishop Repton was a double monastery (i.e. for men and women) under the rule of an abbess, and the Life is clear that Guthlac received the tonsure under Abbess Ælfthryth. I wrote about Repton, still a fantastically evocative place for imagining Guthlac’s Mercia, here. (Right)

Then left we see Guthlac, looking pensive, arriving at Crowland in the wilds of the Lincolnshire fens, on St Bartholomew’s Day 699:

(Compare the same scene rendered in stone at Crowland). Guthlac established a hermitage for himself in an earthen mound, and there he underwent many trials, including being assailed by devils which were vividly imagined by the Crowland artist:

He overcame the devils with the help of St Bartholomew, his patron, and became a miracle-worker and counsellor to kings. You can see illustrations below.

After he died and was buried at Crowland, a monastery was later founded at the site of his hermitage. As well as the Life written by Felix, there are two Old English poems about him, and a post-Conquest account, produced by Orderic Vitalis at the direction of the monks of Crowland, who were ever enthusiastic workers in Guthlac’s cause. This is what Crowland Abbey looks like today, a magnificent structure even now it’s half in ruins:


St. Guthlac and Crowland Abbey

Liminal World

Politically, Crowland, was originally located at the border between the old Mercian kingdom and that of the Gyrwe, situated on the western border of the Fenland, by Bede called the “regione Girviorum”.
In the Tribal Hidage, this region was divided into a northern and a southern part, each assessed at 600 hides. The border was formed by the River Nene, which ran from Peterborough just south of Crowland to the Wash. Later in 749 Mercia established a hegemony over East Anglia, but Guthlac did not live to experience this. Nevertheless, he may have felt the encroachment of his former life into his new world.

Geographically, the landscape offered a fluid liminality constantly recreated through the shifting courses of rivers and streams through the fenland and into the Wash. In spring, when the rivers would flood, heavy sediments from the erosions of winter would end up clotting the waterways and channel the streams along new and constantly shifting routes.

Socially this landscape was barely livable and although spiritual friendship was established between Guthlac and some followers, this was initially not a site intended for a religious community.
Here at the crossroad of water and land, Guthlac would try to bridge the abyss between his semi-pagan past (the burial mound), his warrior ancestry (mirrored in his spiritual fights with Britons) and the new Christian thinking about people and places, which was in the Mercian crucible (from warrior-economy based on people to lordship based on land). This would later be unpacked in detail by his early chronicler, St. Felix, who wrote his first Vita soon after the death of the saint in 714.

Quatrefoil with stories from the life of St. Guthlac, Crowland Abbey. Source: Wikpedia According to the close reading of the vita, recently carried out by Lisa M. C. Weston, Guthlac was – in the words of Felix – constantly negotiating models of these past and present communities and lifestyles – the old warrior-world and the new monastic (Christian) thinking of lordship as based on the exploitation of landed resources and the accompanying new behavioural and cultural models and mind-sets.

Central to this conflict was the movement between two different literary cultures – that of the old oral warrior poetry and the new world of literacy and liturgy.

Above all, this became framed in his Vita through a series of nightly spiritual battles between British-speaking demons and the newly converted hermit, throwing verses from psalms and other scripture in their faces.

In the first night he is called to battle the temptation to return to his former life as a warrior and potential hero. In the second he is tempted by the demons to adopt an extreme asceticism and immoderate fasting. Finally, the third night he is demonised by multiple shrieking and frightening monsters trying to drag him into the fens or devouring by setting his hermitage on fire while raising him up on spears. However, it is at this point he identifies the monsters as a delusion because they speak the British tongue of his youth and he is able to expel them in favour of a solitary austere existence.

On the basis of this he is able to transcend the old world and wholeheartedly enter the new, playing out his role as miles Christi and divine councillor for the future king of Mercia, Æthelbald, who gained sanctuary with Guthlac while exiled to the east. It is Æthelbald who according to the Vita, founded a monastery at Crowland immediately after the death of the saint in 716. During the next 200 years, the cult continued to grow and in the monastery was turned into a Benedictine Abbey. The popularity of the cult is witnessed by a series of the survived manuscripts containing the Vita of Felix as well as later poetic rewritings of his life and deeds. It was during these rewritings Guthlac changed his shape from solitary spiritual warrior and into a more ordinary post-conquest saint.

Crowland Abbey

An artist’s Impression of Crowland Abbey in the late middle ages © Crowland Abbey As it stands today, the Abbey at Crowland is partly a ruin. Nevertheless it is a fascinating witness to the local history of the Fens in the 13 th century.

The remains of the present building are the remains of a concerted effort of Henry de Longchamp, the abbot of Crowland from 1191-1236 and his successors to rebuild the church after a fire in 1179. They worked hard to recreate Crowland as an important pilgrimage centre publishing new variations of his legend and making the life of the saint a central feature of the decorative scheme of the new Abbey Church. This turned it into one of the most opulent and flamboyant of the East Anglian abbeys.
The Abbey Church had a nave with three aisles covered by nine bays and an apsidal choir of five bays. It measured 83 m x 27 m. As it stands today, only the northern aisle is roofed this is used for the modern parish church.

However, an inkling of the decorative scheme, which used to embellish the church can be found on the facade of the still-standing west front. This was once brightly coloured. Right on top of the doorway arches is a quatrefoil illustrating the high-medieval and more placid version of Guthlac. Now the focus was on the traditional accoutrements of a typical medieval saint: miraculous healings, books, buildings etc.

Exactly the same shift can be discerned through a careful exploration of the so-called Guthlac roll, which stresses the saint building a chapel – something which the early Vita does not mention at all. Instead the Vita tells us that Guthlac turned a ruined burial mound or tumulus into his rustic ascetic cell. Thus Guthlac became – in the words of John Black – “primarily the defender of a religious foundation in its battles to retain holdings and power”.
Inside the church is a small museum telling the story of Guthlac and Crowland Abbey.


Guthlac of Crowland - History

Catherine Swift

Even the most courageous of those who are willing to devote their life entirely to God need the help and companionship of others as they go through life. Catherine Swift, a lecturer in Irish Studies at Mary Immaculate College, Limerick, writes on hermits.

In the time of the Emperor Hadrian, the Romans began the long process of draining the Fenlands, cutting the large parallel dykes known as the Car Dyke and the Midfendic which linked up the main rivers and eventually drained into the Wash. However, this was only the beginning of nearly two thousand years of land reclamation which continues to the present day. In the early eighth century, the Anglo-Saxon writer Felix could still say of the region: There is in the midland district of Britain, a most dismal fen of immense size which begins at the banks of the river Granta not far from the camp which is called Cambridge and stretches from the south as far north as the sea. It is a very long tract, now consisting of marshes, now of bogs, sometimes of black waters over- hung by fog, sometimes studded with wooded islands and traversed by the windings of tortuous streams.

Oh God thou art my God,' I seek thee, my soul thirsts for thee my flesh faints for thee, as in a dry and weary land where no water is. So I have looked upon thee in the sanctuary, beholding thy power and glory. Because thy steadfast love is better than life, my lips will praise thee. I will bless thee as long I live I will lift up my hands and call on thy name. (Psalms 63, 1-4)

Into this drenched landscape, a young son of a Mercian noble named Guthlac travelled 'through trackless bogs' into the 'more remote and hidden parts of that desert'. Guthlac had been a soldier and a commander. However, at the age of twenty-four, he resolved to abandon his family and friends to travel to the monastery at Repton (Derbyshire) where he adopted the tonsure of St Peter. He remained in Repton for two years, learning the Psalms and studying Holy Scrip- ture before deciding that his vocation was to live the life of an anchorite and hermit.

The wording of his life may imply a knowledge of the island monastery of Lérins, training ground for many of the leaders of the fifth " and sixth-century Gaulish church. The island in the marsh where Guthlac eventually settled, known as Crowland (modern Lincolnshire), was occupied by phantoms of demons, unknown portents and terrors of various shapes when he arrived " just as Lérins was occupied by venomous beasts and innumerable serpents before it was settled by its anchorite leader, Honoratus. At Crowland, Guthlac made himself a shelter in a burrow cut into an earthen mound. Like many of the hermits of Egypt and the Near East, he dressed in skins rather than in wool or linen and 'from the time when he began to inhabit the desert, he ate no food of any kind except that after sunset he took a scrap of barley bread and a small cup of muddy water.'

Like the Egyptian hermits, too, a major temptation in his vocation was accidie and despair. John Cassian identified this as a particular problem for the solitary, one which led either to excess sleep or to fleeing one's cell back to the world. According to Felix, his biographer, Guthlac fought against this with all the power and vigour that he had used against his earthly enemies but at the same time throwing his dependence entirely on God:

I call upon you, God, for you to answer me turn your ear to me, hear what I say. Show the evidence of your faithful love, saviour of those who hope in your strength against attack. Guard me as the pupil of an eye, shelter me in the shadow of your wings from the presence of the wicked who would maltreat me deadly enemies are closing in on me (Psalm 17.6-9).

Despite the honour that we accord to early hermits today, Church authorities often worried about the dangers of a life lived alone. St Basil of Cappadocia, for example, was dubious about the value of a solitary life. In his Asketikon, widely dispersed in the West under the title Regula Basili, he meditated on whether it was better to live alone or with brothers. He concluded that a life spent in company had many advantages it was easier to provide the necessities of life and there would be people to help one recognise and correct one's own faults. It was also difficult to fulfil the commandment to show love without people to share that experience. Basil does not condemn solitary life but he makes it clear that he felt communal living was a higher calling. John Cassian, who did so much to bring eastern monasticism to Gaul and the West in the early fifth century, argued on similar lines and in his Conferences, he makes it clear that while both lifestyles were to be valued, the cenobium or community was the proper beginning for all religious, and hermits should not live on their own until they had gone through a rigorous training. The rule of Benedict follows Cassian in this. Even in Egypt itself, reservations could be expressed:

A brother questioned Abba Matoes saying, 'What am I to do? My tongue makes me suffer and every time I go among men, I cannot control it but I condemn them in all the good they are doing and reproach them with it. What am I to do?' The old man replied, 'If you cannot con- tain yourself, flee into solitude. For this is a sickness. He who dwells with brethren must not be square but round so as to turn himself towards all.' He went on 'It is not through virtue that I live in solitude but through weakness those who live in the midst of men are the strong men.'

A precaution taken by many hermits, some- what paradoxically, was to live with others. Guthlac himself, in his old age, lived with a brother called Beccel. So, too, did the Irish hermit Fursey who left his monastery at Cnobheresburg " thought to be Burgh Castle near Yarmouth " in order to live with his uterine brother Ultán as an anchorite in East Anglia. This may have been a common arrangement for it is notable that the most frequent depiction of hermits on the great stone crosses of Ireland and Britain are of the two hermits Paul and Anthony breaking bread together. This iconography is based on a story derived from Jerome's life of St Paul. For sixty years a raven brought Paul half of loaf of bread to allow him to continue his life of prayer but when St Anthony visit- ed him, the raven brought a full loaf. We find depictions of this incident on the great Ruthwell cross in the Scottish borders but also in Ireland on the Castledermot crosses, Kells (Market Cross and South Cross), Monasterboice, Moone and Bantry amongst others. Eamonn Ó Carragáin1 has suggested that the symbolism can be summed up as a call to risk the desert in order to live on bread daily given from heaven which should be broken together. He quotes St John's gospel:

I am the living bread which came down from heaven. If any man eat of this bread, he shall live for ever and the bread that I will give is my flesh, for the life of the world (John 6.51-2).

Another arrangement was more akin to the approach often taken today in that the hermit lived in relative proximity to a larger monastic community which took on the responsibility for making sure he (or indeed she " for the Brehon laws of Ireland, in particular, tell us of female solitaries) " was fed. This was the arrangement which was eventually adopted by perhaps the most famous hermit of Irish tradition, St Kevin of Glendalough. Glendalough is one of a series of valleys south of Dublin, many of which contain mountain lakes and water courses. Glendalough is distinguished from the others by the fact that it contains not one but two lakes but also by the large area of relatively rich land around the lower lake. It was on this that the major settlement developed, known as the civitas or city of Glendalough, which seems to have acted as an episcopal centre with a substantial secular population. At the upper end of the valley, in contrast, were the sites associated with the original retreats of the founding saint. Interestingly, the sites in question, Temple na Skellig and Reefert Church, appear to have continued as hermitages right through the Middle Ages and subsequent leaders of Glendalough, such as the twelfth-century Laurence O'Toole, would often spend the whole of Lent in solitary retreat, leading the life of an anchorite. At Crowland, too, a large minster community developed around the site of the earlier hermitage it is not clear whether solitaries continued to form part of the later community but it seems likely.

The earliest manuscript containing a life of Kevin is now found in an Austrian collection and has been edited and discussed by Dagmar Ó Riain-Raedel. In this, Kevin is said to have spent time as a hermit, living notinacavebutupatreewherehewas found by a wandering cow which was being pastured in the valley. Nora Chadwick in the 1960 Riddell memorial lectures at the University of Durham pointed to the fact that Kevin's particular form of eremitic lifestyle had Near Eastern predecessors:

A close analogy. is found in recluses of the Syrian desert, referred to by Greek writers as 'Graziers' and 'Tree-dwellers'. The'are so described because they had no hous- es, ate neither bread nor meat and drank no wine but dwelt constantly on the mountains and passed their time in praising God by prayers and hymns. the or 'tree-dwellers', a small number of ascetics related to the pillar-saints. John Moschus speaks of a monk, Adolas, who came from Mesopotamia and dwelt in a large plane tree and made a window through which he used to talk to visitors. Among the Opuscula of the Maronites is the story of a saint who lived in a cypress tree in Syria. In Europe we hear of Luke the 'pillar-saint', a monk of St ZachMyISAMs on Mount Olympus who had formerly used the hollow of a tree as a cell before graduating to his column.

This form of relatively rare eremitical practice appears to have been reasonably wide- spread in early Ireland, perhaps because much of early Ireland, unlike Syria or Palestine, appears to have been covered with widespread forest. A ninth-century poem refers to a resident in a tree-based airiuclán, a loan-word derived from Latin oraculum or oracle, a place where one hears prophetic utterances:

My little aireclán in Túaim Inbir (ivied tree-top) a full mansion could not be more delightful, with its stars in due order, with its sun and its moon.

That its tale may be told to you, it is Gobbán who made it my beloved God from Heav- en is the thatcher who has thatched it.

A house (tech) in which rain does not fall, a place which spear-points are not feared having no hurdle around it, it is as bright as though one were in a kitchen- garden.

Another poem of the same ninth-century date also begins with the image of the aireclán and mentions the same concern over possible attacks on isolated individuals. This second text also adds important details about an Irish hermit's lifestyle:

All alone in my aireclán without a single human being along with me such a pilgrimage would be dear to my heart before going to meet death.

A cold fearsome bed where one rests like a doomed man short hazardous sleep frequent early invocation.

Dry bread weighed out " let us carefully cast our faces down " water from a bright and pleasant hillside, let that be the draught you drink.

An unpalatable meagre diet, diligent attention to reading, renunciation of fighting and visiting (céilide " companionship), a calm easy conscience. .

Let the place which shelters me amid defended enclosures of many lann be a delightful little place hallowed by burial- cairns with me alone there.

Although the hermit in this text is living without a human companion, he is fed by dry bread which is likely to have been provided by others and he is also living amidst defended enclosures described by the word lann. This word, which may be a borrowing from the Welsh, appears to refer to an ecclesiastical community. Such an arrangement of hermitages dependent on larger settlements is mentioned at Durrow by Adomnán2 and also appears recorded in yet another ninth-century text, known to modern scholars under the name Regula Columb Cille " the rule of Columba.

The opening sentence of this rule runs: Bith innuathad il-Iucc foleith hi fail prímcathrach, minap inill lat cubus beth i coitchenndus na sochaide: 'if your con- science does not allow you to be in the company of a multitude, then live alone in the vicinity of a prímcathair [pre-eminent settlement].' Though written for solitaries, the emphasis on community continues in succeeding provisions:

Whether you possess much or little in the way of food, drink or clothing, let it be retained with the permission of a senior. Let him have control of its disposition, for it is not becoming for a follower of Christ to be in any way superior to his free brethren.

Have a few devout men who will discuss God and the scriptures with you. Let them visit you on great feast-days, that so they may strengthen your devotion to the words and precepts of God.

Hold no converse with anyone who is given to idle or worldly gossip or with anyone who grumbles about what he can neither prevent nor rectify. All the more should you have no dealings with a tattler carrying tales from friend to foe simply give him your blessing.

Let your vigils be constant day by day but always under the direction of another.

Out of compassion you should do without your due allowance of food and clothing so that you may share with your less fortunate brothers and with the poor in general.

It is a mistake, therefore, to think of the early anchorites and hermits of Britain and Ire- land as living in total isolation from Church authorities or indeed, of assuming that the desert which they sought was characterised by dry sands and hot weather. Mountains, trees, islands and bogs were all retreats which were exploited by those seeking to dedicate themselves totally to God. And yet, the very act of seeking out the desert and their fervent dedication made them people of authority in their local community and gave them a status as advisors and spiritual guides. Such people would also teach the wider population of Christians outside the religious community, though he or she does so not with the authority of an ordained man but simply as an admired ascetic who proffered advice and support. As the Benedictine anchorite Grimlaicus described it, writing in ninth-century Metz:

Solitaries do not have people committed to them but it is their task, moved by love alone, to nourish those who come to them with a banquet of spiritual words and humbly and privately to inspire people to serve God and so be converted. They must take care not to restrain the rigor of their exhortation with a view to gaining human favour. Furthermore, we [as solitaries] ought to preach every day by keeping silence and we will preach by keeping silence when we show others how to live well and put before them examples of light.

Felix's Life of Guthlac has been edited and published by Bertram Colgrave (Cambridge 1956). The most detailed study of Glendalough (which includes an edition of the earliest life of St Kevin) is Glendalough " City of God edited by Charles Doherty, Linda Doran and Mary Kelly (Dublin 2011).


The Ohio Anglican.blog

Guthlac was the son of Penwald, a minor prince from the Royal Mercian House of Icling, and his wife, Tette. Born around AD 673, he was a serious child, not given to boyish pranks. Yet upon reaching manhood at fifteen, he decided to become a soldier of fortune. He collected a great troop of armed followers around him and, together, they ravaged the countryside, burning, raping and pillaging as they went. For nine years, Guthlac carried on with this thoughtless way of life until, one night, he had a heavenly dream that instilled him with love and compassion for his fellow man. He made an oath to dedicate his life to the service of the Lord and, in the morning, bade his companions farewell. He forsook his accumulated wealth and went off to join the dual-monastery at Repton in Derbyshire, where he received the tonsure from Abbess Aelfthrith.

After two years in the monastery, Guthlac began to long for the more secluded life of a hermit. So, having acquired leave from the monastic elders, he departed for the great Fens, north of Cambridge. Unlike the well drained arable land of today, the Fens were then a labyrinth of black wandering streams, broad lagoons and quagmires with vast beds of reeds, sedge and fern. The islands amongst this dismal swamp were a great attraction for the recluse.

Guthlac was directed to a particular one of these islands by a local man named Tatwin. Many people had attempted to inhabit it before, but none had succeeded, on account of the loneliness of the wilderness and its manifold horrors. The twenty-six year old Guthlac eagerly rose to such a challenge and arrived in a little boat at his new home of the "Crow Land" on St. Bartholomew's Day. He surveyed the area a while before returning to Repton for supplies and building materials with which he returned with the help of two servants. St. Guthlac found an ancient tumulus on the island, against which he built himself a hermitage. He resolved to wear only skins and ate only barley bread and drank water each day.

After fifteen years in the Fens, Guthlac was seized by an alarming illness while at prayers in his chapel. Beccel ran to his side and tended him but the holy man was dying. He hung on for another eight days, giving his servant detailed instruction for his burial by his sister, Pegge, in a lead coffin and a sheet given him by Abbess Edburga. He died on 11th April AD 714 and the great Abbey of Croyland grew up around his grave.


Propers for Guthlac of Crowland - Monastic

O GOD, by whose grace the blessed Guthlac enkindled with the fire of thy love, became a burning and a shining light in thy Church: Grant that we may be inflamed with the same spirit of discipline and love, and ever walk before thee as children of light through Jesus Christ our Lord. Um homem.


Assista o vídeo: crowlanders: music video crowland


Comentários:

  1. Parthenios

    Peço desculpas, mas esta variante não combina comigo.

  2. Wahchinksapa

    O divórcio mais idiota

  3. Mazur

    Você não pode estar errado?

  4. Telephus

    Partilho plenamente da sua opinião. Uma boa ideia, concordo com você.



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